Línguas indígenas
Antes da chegada dos portugueses, contudo, só no Brasil esse número devia ser próximo de mil. As reservas indígenas são os principais locais de preservação da cultura e das línguas nativas brasileiras.
No processo de colonização, a língua Tupinambá por ser a mais falada ao longo da costa atlântica, foi incorporada por grande parte dos colonos e missionários, sendo ensinada ao índios nas missões e reconhecida como Língua Geral.
Do tupinambá, o português incorpora principalmente palavras referentes à flora (como abacaxi, buriti, carnaúba, mandacaru, mandioca, capim, sapé, taquara, peroba, imbuia, jacarandá, ipê, cipó, pitanga, maracujá, jabuticaba e caju), à fauna (como capivara, quati, tatu, sagüi, caninana, jacaré, sucuri, piranha, araponga, urubu, curió, sabiá), a nomes geográficos (como Aracaju, Guanabara, Tijuca, Niterói, Pindamonhangaba, Itapeva, Itaúna e Ipiranga) e a nomes próprios (como Jurandir, Ubirajara e Maíra).
Com a expulsão dos jesuítas do país, em 1759, a língua portuguesa se fixa definitivamente como o idioma oficial do Brasil. Embora a maioria dos brasileiros tenha a impressão de viver num país monolíngüe, o Brasil é na verdade multilíngue: nele são aprendidas como línguas maternas cerca de 200 línguas.
Há muitos povos e indivíduos indígenas que falam e/ou entendem mais de uma língua; e, não raro, dentro de uma mesma aldeia fala-se várias línguas.






