Novo Israel, bairro de Manaus
Surge neste período a figura da irmã Helena Augusta Wallcott, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo e onde apenas uma ala da igreja teve um papel primordial na conquista da terra para os mais carentes. Após tantos conflitos finalmente o Novo Israel foi instituído como bairro, em dezembro de 1987, no quilômetro 010 da Manaus/ Itacoatiara. Naquele ano, chegaram os primeiros posseiros, num total de 40 famílias. As pessoas vinham de várias partes da cidade e fora dela. Chegaram e já encontravam a área habitada em um vilarejo chamado de Vila Israel.
Muitos desafios tiveram de ser superados, como por exemplo, a pressão dos grileiros, que afirmavam ser donos da terra, e impetraram mandatos de reintegração de posse; a insalubridade do local, devido ao acúmulo de lixo que tornava a área inabitável; e o desmatamento, que provocava doenças como a leishmaniose e a malária. Finalmente no dia 8 de Abril de 1988, a antiga vila passou a ser o bairro Novo Israel. Os mesmos tempos de tensão se associavam à construção de moradias, pequenos e médios comércios e templos religiosos, onde evangélicos passaram a adotar o bairro como área de evangelização.
Por conta de sua origem, o bairro até hoje tem em sua maioria evangélicos, ainda que compartilhe a fé local com a comunidade católica, tendo referência à igreja de Santa Helena.
Divisão
A divisão da área do Novo Israel foi feita a partir de lotes e a população teve a preocupação de separar terrenos para a construção de prédios públicos. Áreas foram reservadas para a construção de escolas, posto de saúde, centro social, posto policial e a igreja. Toda a formação do bairro teve sempre como pano de fundo igrejas evangélicas e a católica.
Padroeira do bairro
Assim como as igrejas evangélicas, as católicas também estiveram presentes. Principalmente a igreja de Santa Helena, fundada em 9 de setembro de 1990, sendo padroeira do bairro. Foi escolhida como padroeira do bairro pelo fato de ser mãe do imperador romano Constantino, que encontrou numa lixeira de Jerusalém a cruz de Jesus.
Atividade econômica
O Bairro de Novo Israel conta com uma pulverização de pequenos estabelecimentos que abastecem a comunidade. Com o crescimento, grandes empreendimentos também têm tomado conta da localidade, como metalúrgicas, mercadinhos, academias de ginástica, escolas públicas e particulares. Mas ainda é comum que os contribuintes se desloquem até os bairros mais próximos para efetuarem suas contas, pois não há opções como agências bancárias no local.
Novo Israel tem como seus principais pontos de referência comercial as avenidas Chico Mendes, que liga o bairro a Colônia Terra Nova; Ezequiel e das Oliveiras, que juntas formam as principais vias do bairro. Todas apresentam uma intensa vida comercial, proliferando a cada momento mercados, butiques, locadoras e farmácias. Outras ruas complementam o espaço como Estrela de Davi, Nova Jerusalém, Natal, São João, Passeio, Amor, Monte Orebe, compondo o perímetro urbano do bairro.
Todavia, nem todas contam com serviços de saneamento adequado. A maioria se encontra ainda com esgotos a céu aberto. O asfalto de algumas ruas está com buracos, dificultando o trânsito de automóveis, pedestres e carrinhos para o transporte de água, que caracteriza um dos principais problemas enfrentados pela comunidade.
Serviços públicos
Quanto aos serviços públicos o bairro possui um serviço de Prato Cidadão, o 15 º quartel da Polícia Militar, um CAIC (Centro de Atendimento Integrado da Criança) Doutor Paulo Xerex, o Posto de Saúde ?Frei Valério? e alguns Postos de abastecimento público de água. Em relação a iniciativas locais de lazer, a ACCNI - Associação Comunitária do Novo Israel organiza há alguns anos a quadrilha ?Os brasileirinhos na Roça?, que se apresenta regularmente nos Festivais Folclóricos da Cidade e ajudam a escola de samba Ipixuna durante o carnaval. A juventude de Novo Israel encontra na Praça de Alimentação do bairro e na Quadra Poliesportiva ?Antogildo? uma dos poucas áreas de lazer.
Falta de água
A falta de uma distribuição regular de água obriga centenas de moradores a construírem poços artesianos, a contarem com a solidariedade de vizinhos, ou a recorrerem a poços públicos, que em sua maioria são implementados às vésperas das eleições. Muitos habitantes acordam durante a madrugada para encher tanques, baldes e garrafões. A região mais prejudicada é a parte alta do bairro, onde o abastecimento é mais escasso ainda, dificultando mais as vidas das pessoas.
Fonte: Jornal do Commércio
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