Japiim, bairro de Manaus

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O bairro do Japiim tem suas origens em torno do conjunto residencial 31 de Março, construído pela antiga Cohabam (Companhia Habitacional do Amazonas), que na época, no final da década de 1960, geria a política habitacional do governo estadual, com recursos da União. O nome 31 de Março foi escolhido para homenagear a data da revolução de 1964, ou golpe de Estado, que levou os militares ao poder. O conjunto foi inaugurado em 1970, quando as casas, construídas de um, dois ou três quartos, ficaram prontas e foram entregues aos moradores, depois de sorteados pela agência governamental.

Os primeiros moradores do Japiim chegaram no bairro e encontraram pouca infraestrutura,
pois as casas foram entregues sem redes de água e a de luz elétrica ainda demorou um pouco para ser instalada. As ruas não eram asfaltadas e também não havia linha regular de transporte coletivo. Havia cerca de 100 famílias morando no Japiim. Eram procedentes de diferentes lugares de Manaus e também do interior do Estado, o que dificultava a organização dos mesmos em torno da comunidade.

Japiim 2

Neste mesmo ano surge o Japiim 2, com inauguração da segunda etapa do conjunto, que
passou a ser conhecido também por Japiim porque no local onde se desenvolveu o bairro havia grande número de pássaros dessa espécie, que acabaram batizando o novo espaço
habitacional. A primeira igreja do bairro funcionou no barracão da Cohabam, cedido para serem realizados os rituais religiosos. Devido ao conjunto ter sido entregue sem rede de distribuição de água, os primeiros moradores utilizavam o igarapé do Rodrigues, um pequeno afluente da calha do 40, que hoje cruza a avenida Tefé, para lavar roupa e louça e para o banho diário.

Invasões nas áreas próximas criam comunidades

Durante a década de 1970, os moradores do bairro tinham suas atividades de lazer em torno do igarapé do Rodrigues, mas este foi perdendo seus atrativos depois que ocorreram as primeiras invasões onde hoje se formou a Japiinlândia, uma das três localidades que se juntam para formar o bairro do Japiim, comprometendo a qualidade da água do igarapé. Neste período, o bairro experimentou forte crescimento demográfico, dividindo-se em Japiim I, Japiim II e Japiinlândia. Esta última se desenvolveu a partir de uma invasão e se estende até a área chamada de Pantanal, cujo limite vai até o igarapé do 40 e engloba também a comunidade de nome Santa Clara. As inúmeras invasões ocorridas em torno do bairro comprometeram seu desenvolvimento urbanístico, social e econômico, trazendo degradação ambiental e insegurança pública.

No dia 2 de outubro de 1982 foi realizada a bênção de lançamento da pedra fundamental do novo templo da paróquia Santíssima Trindade, antes funcionando precariamente no terreno cedido pelo poder público. A nova igreja é inaugurada somente em 27 de dezembro de 1987, com a presença do arcebispo de Manaus, na época, Dom Clóvis Frainer.

Canteiro

Durante a administração de Eduardo Braga na Prefeitura de Manaus, de 1995 a 1996, o bairro do Japiim sofre sua última grande intervenção urbana, com a inauguração do canteiro central da avenida General Rodrigo Otávio Mourão, obra concluída pela Prefeitura de Manaus com recursos da Suframa. O canteiro possui praças, jardins e pistas para caminhadas, utilizadas pelos moradores ao final da tarde para se exercitar e se tornou uma das poucas áreas de lazer do bairro, que não possui grandes áreas verdes. No entanto, por estar localizada entre as duas pistas da movimentada avenida, o local não oferece segurança aos freqüentadores.

Conquistas sociais

Ao longo dos anos de vivência na comunidade, os moradores conseguiram alguns avanços, como ruas asfaltadas e linhas de ônibus que fazem trajetos para diferentes pontos da cidade, além de que muitos itinerários das linhas dos outros bairros precisam passar pela avenida General Rodrigo Otávio, a principal do Japiim, o que aumenta a oferta de transporte aos moradores. O bairro possui posto de saúde, escolas públicas estaduais e municipais, praças, abriga um dos órgãos importantes da administração estadual, a Seduc (Secretaria Estadual de Educação e Cultura), responsável pelo funcionamento das escolas estaduais, um anexo do Centro Universitário Nilton Lins, a Universidade Luterana (Ulbra), industrias diversas, o Jornal do Commercio, e o Studio 5, complexo de lojas comerciais, pizzarias, choperias, casa de show e exposições, que tem em suas dependências o Cinemark, sala de cinema que atrai grande público.

Em cada uma das subdivisões do Japiim (Japiim I, Japiim II, Japinlândia, Pantanal, 40 e Santa Clara) há atividades econômicas desenvolvidas, como oficinas de consertos de carros, borracharias, locadoras de veículos, panificadoras e confeitarias, sorveterias, lanchonetes, locadoras de fitas e DVD´s, bazares, drogarias, academia de ginástica, lojas de materiais de construção, feira coberta, igrejas católicas e evangélicas, pet shop e clínica veterinária, Associação de Alcoólicos Anônimos, jornal, indústrias, fábricas, cinemas, postos de gasolina e estação de rádio.

Embora ostente diversificada atividade comercial, o Japiim não possui nenhuma agência bancária, o que causa transtorno aos moradores que precisam dos serviços dos bancos. Também faz falta no bairro um posto policial, pois a Delegacia de Homicídios e Seqüestros, que já funcionou no bairro, mudou de endereço, e hoje o policiamento é precário, deixando a comunidade exposta às ações de galeras juvenis e a roubos e furtos. Esta falta de segurança se manifesta nas constantes disputas de corridas de carros na avenida principal do bairro que já ocasionou muitas tragédias.

Localização

O Japiim está localizado na Zona Sul da cidade de Manaus e faz limites com os bairros do Coroado, Petrópolis, Raiz e Distrito Industrial. Sua população estimada é de aproximadamente 52.253 habitantes, que vivem numa área de 420.00 hectares.

Fonte: Jornal do Commércio

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