Dom Pedro, bairro de Manaus

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Dom Pedro - Bairro de Manaus

A área onde está situado o bairro Dom Pedro pertenceu ao Estado do Amazonas até 13 de Outubro de 1900, quando o governador Silvério José Nery passou-a a José Gabriel Rolim.

Até 1971, o local era uma extensa área verde cortada por inúmeros igarapés, que era utilizada por algumas famílias para o lazer, nos chamados "banhos", originados pelas águas límpidas dos rios que drenavam a floresta.

O terreno foi adquirido por Isaac Benzecry do espólio de José Rolim, que o vendeu para a Coophab (Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores de Manaus), conforme documento do Cartório do 1° Ofício, para construir no local o conjunto habitacional Dom Pedro.

Como a área não atendia às necessidades da cooperativa para a instalação do novo conjunto, foi adquirido outro terreno.

Derrubada a mata e aplainado o terreno, as casas começaram a ser construídas no final do ano de 1972, através da Construtora Flávio Espírito Santo, com recursos do extinto BNH (Banco Nacional de Habitação), ligado à Caixa Econômica Federal.

A arrecadação e o controle das prestações dos mutuários ficou a cargo da empresa Socilar. A cooperativa era presidida por Waldir Gonçalves Barros, tendo com secretário Miguel de Oliveira Moça e Francisco Gesta Pinheiro, o tesoureiro. Faziam ainda parte do conselho fiscal Manuel Gomes Nogueira, Carlos Lins de Lima e Jorge Bonfim de Mendonça Junior".

Parte das casas foi construída de forma tercerizada, seguindo rigorosamente o projeto e diversificando apenas no número de quartos, de um a dois.

Na oportunidade, os produtos da floresta eram abundantes e todas as duas mil casas receberam na fronte coberta uma pequena coluna de acariquara.

Bairro cresce com criação da avenida Pedro Teixeira

Muitas casas foram sendo ocupadas conforme ficavam prontas num entendimento entre as partes interessadas. Para isso, bastava o mutuário estar em dias com a cooperativa para receber a permissão de ocupar o imóvel, sabendo de antemão do incômodo dos canteiros de obra, da parcial falta de água e energia elétrica, da poeira no verão e da lama nos dias de chuva, o transporte distante, na Constantino Néri, e sem ter onde comprar gêneros alimentícios.

No dia 5 de agosto de 1973, o conjunto recebeu a visita do padre polonês José Maslanka, recém-chegado em Manaus, que passou a fazer o atendimento religioso na praça localizada na entrada do novo bairro, oficializando os ritos católicos aos moradores já residentes no local e iniciando a formação da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.

A inauguração oficial do conjunto Dom Pedro I ocorreu em 1974, quando todas as casas já estavam entregues e as obra chegaram ao final. Nesta mesma época, foi aberta a avenida Pedro Teixeira, ligando a Constantino Nery à estrada da Ponta Negra, e a transformação da avenida Dom Pedro I, com a retirada do canteiro central e o prolongamento até o bairro da Alvorada, que também recebia as primeiras transformações urbanísticas.

O projeto do conjunto Dom Pedro I incluía muitas áreas verdes e institucionais, que logo foram sendo ocupadas. Uma quadra foi reservada para a construção da futura igreja, a pedido dos moradores. Depois foi construída a escola Gonçalves Dias, primeiro estabelecimento de ensino a ser instalado no conjunto. A construtora Flavio Espírito Santo, também iniciou a construção do conjunto habitacional Kissia, ao sul da avenida Pedro Teixeira. O conjunto foi dotado pela Secretaria de Educação com a Escola Maria Amélia.

De 1976 a 1978 foram construídos os conjuntos Dom Pedro II e Deborah, completando assim a ocupação organizada desta parte da cidade de Manaus.

Ocorreram então as invasões aos terrenos localizados entre o Dom Pedro I e o bairro da Alvorada, dando início, em 1977, ao bairro Alvorada III. Esta área era ocupada por sítios e seus proprietários fizeram o loteamento da região, como foi o caso do Jerusalém e do Tropical, e a edificação de condomínios fechados, como o Aripuanã.

Entre os anos de 1980 e 81, a região recebeu dois grandes reforços na área de ensino, a escola Petrônio Portela, da parte do poder público, e o colégio particular La Salle, que equilibraram a demanda dos alunos que necessitavam se deslocar até o Centro da cidade para estudar.

No dia 25 de março de 1990, inaugura no bairro a Vila Olímpica, centro de referência para atletas de todo o Brasil. Em 1993, a antiga praça do bairro se transforma em Praça de Alimentação 24 horas, atraindo grande número de pessoas para o bairro. As melhorias de infraestrutura culminam com a ligação do bairro à avenida Darci Vargas, em 1997, criando nova via de acesso ao conjunto e adjacências.

Complexo esportivo da Vila Olímpica incentiva atletas

Foi idealizada no governo de Danilo Duarte de Mattos Areosa (1967-1971), tendo a sua construção iniciada no governo de Enoch da Silva Reis, em 1976, pela construtora SM Industria e Comercio. Em 1978 as obras foram paralisação por 10 anos, vindo a ser reiniciada no governo de Amazonino Mendes (1987- 1990), pela construtora Comagi, com a participação da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e CEF (Caixa Econômica Federal).

Foi inaugurada oficialmente no dia 25 de março de 1990, contando com um grande espaço físico, possuindo ainda alojamentos para abrigar 220 atletas, um auditório refrigerado para 120 pessoas, uma biblioteca, estrutura administrativa, lanchonete, um parque aquático com três piscinas, sendo uma olímpica, uma semi olímpica e um tanque de saltos, além da pista de atletismo, um kartodromo, uma pista de skate, quadras esportivas, restaurantes e cozinha e uma sala de musculação.

A Vila Olímpica atende a população em geral nas seguintes modalidades: natação, pólo aquático, basquetebol, voleibol, tênis de mesa, atletismo, capoeira, judô, boxe, xadrez e espaços para caminhada livre oferecida às comunidades vizinhas à vila.

Serviços importantes

O bairro Dom Pedro é formado também pelos conjuntos Kyssia, Deborah, Nova Jerusalém, Santa Terezinha e Aripuanã. O bairro oferece importantes serviços para seus habitantes e para outras comunidades vizinhas. Na área da saúde funciona o Hospital de Doenças Tropicais e a Fundação Cecom. O Dom Pedro faz fronteira com os bairros da Alvorada, Chapada, São Jorge, Flores e Nova Esperança.

Hospital de Moléstias Tropicais

Em 1970, dois professores da recém-criada Faculdade de Medicina do Amazonas, Heitor Dourado e Carlos Borborema, apoiados por um grupo de estudantes, deram início a uma instituição destinada exclusivamente ao diagnóstico e tratamento das doenças tropicais no Amazonas. Denominada inicialmente de Clínica de Doenças Tropicais, funcionou alguns meses com apenas oito leitos, num anexo construído para ser a lavanderia do Hospital Getúlio Vargas.

Meses depois, a clínica foi transferida para o pavilhão superior daquele hospital, onde passou a funcionar com quatro enfermarias, de oito leitos cada. Quatro anos depois, a pequena clínica atingia grandes proporções, mudava de endereço e de nome. Na nova instalação, com 1.600 metros quadrados, na avenida Pedro Teixeira, ganhou nova razão social e passou a denominar-se Hospital de Moléstias Tropicais, com capacidade para 60 leitos.

Em 1979, se transformou em Instituto de Medicina Tropical de Manaus, destinado a desempenhar três funções básicas: prestar assistência à saúde; desenvolver pesquisa científica; e contribuir para a formação dos recursos humanos nas áreas de doenças tropicais.

No dia 12 de agosto de 1977, através do Decreto Governamental Nº 18.073, a instituição de saúde passou a denominar-se Instituto de Medicina Tropical do Amazonas. No dia 30 de dezembro de 1998, a Lei Nº 2.528, altera a natureza jurídica da instituição para FMT (Fundação de Medicina Tropical). Atualmente denominada Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, é centro de referência nacional e mundial para o tratamento de enfermidades tropicais.

Fundaçao Cecon

A outra instituição presente no bairro é a FCecon (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas), localizada na esquina da rua Francisco Orellana com a avenida Dom Pedro I, iniciando o seu atendimento no ano de 1977, tendo a missão de formular e executar a política estadual de combate ao câncer.


 A Fcecon tem por objetivos promover a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer através da prestação de assistência médicosocial especializada de efetiva capacidade resolutiva a pacientes, bem como o ensino e a pesquisa, no campo da oncologia.

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