Governadores da Era Republicana

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Capitão de engenheiros Augusto Ximenes de Villeroy (04/01 - 01/22/1890) Histórico: não agradou aos poderosos do Estado. Dissolveu a Assembléia Provincial e Câmara Municipal. Eduardo Gonçalves Ribeiro (189*0-1891 / 1892 - 1896) Histórico: No primeiro mandato foi mandado embora por ser favorável ao partido Democrático. No segundo, chegou ao poder pro meio de eleição e aproveitando-se do período da borracha, iniciou grandes obras como o Teatro Amazonas. Coronel Guilherme José Moreira - Barão do Juruá (05 a 25/05/1981 e 30/06- 01/09-1891) Histórico: nos dois mandatos assumiu inteiramente até ser substituído por um interventor federal. Coronel Antônio Gomes Pimentel (25/05 - 30/06/1981) Histórico: atuou com interventor federal, executando ordens do governo central para o Estado. Gregório Thaumaturgo de Azevendo (1891-1892) Histórico: primeiro governador eleito no Amazonas, porém, não agradou aos seus aliados e se isolou aos poucos no governo. Fileto Pires Ferreira (1896-1898) Histórico: inaugurou o Teatro Amazonas, em 31 de dezembro de 1896. Foi vítima de um golpe ao viajar para a Europa. Os opositores dele apresentaram ao Congresso Legislativo um documento falso de renúncia, que de pronto o aceitou. Quando voltou, o vice Ramalho Júnior, já havia assumido o poder. Ramalho Júnior (1898-1890) Histórico: caracterizou-se pelo desperdício de verbas públicas, comprometendo a economia do Amazonas, mesmo o Estado passando pela grande expansão da borracha. Silvo Nery (1900-1904) Histórico: anulou os contratos efeitos no governo anterior. Durante o governo dele, o Amazonas perdeu o Acre para a União. Antônio Constantino Nery (1904-1906) Histórico: construiu a Penitenciária, Biblioteca Pública, dependências da Palácio do Governo e a Avenida Constantino Nery. Affonso de Cavarlho (1906-1908) Histórico: assumiu o governo para complementar o mandato de Constantino Nery, já que, ele e o vice saíram do Poder alegando problemas de saúde. Colocou em dias os pagamentos dos funcionários públicos, que estava atrasado. Antônio Bittencourt (1908-1912) Histórico: racionalizou as despesas públicas. Porém, não concordava com opiniões de pessoas influentes da República o que colaborou para a queda dele em 1912. Jonathas Pedrosa ( 1913-1917) Histórico: assumiu com objetivo de acabar com a confusão que havia se instalado após a saída do governador anterior, mas a investigação que mandou fazer não prosseguiu porque as pessoas do governo dele estavam envolvidas na saída do ex governador. Por conta disso, o vice- governador, Guerreiro Antony, se transformou num opositor e as famílias Pedrosa e Antony se tornaram grandes inimigos. Alcântara Bacelar (1917- 1920) Histórico: incorporou o Palácio Rio Negro com sede do Governo estadual e fundou o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Rego Monteiro (1920-1924) Histórico: era totalmente submisso ao Governo Federal. Nepotismo e perseguição eram práticas comuns no Governo dele. Pegou o começo da crise da borracha e a Rebelião de 1924, Manaus. Efigênio Sales (1925-1929) Histórico: priorizou a educação pública. Beneficiou grupos estrangeiros com concessões de terra. Dorval Porto (1929-1930) Histórico: foi deposto em 1930, com a revolução que levou Getúlio Vargas ao poder. A partir daí, os estados passaram a ser governos pro governos provisórios. Álvaro Botelho Lima (1930-1931/1935-1945/1951-1954) Histórico: no primeiro mandato atuou com interventor. No segundo foi eleito em 1945, mas com a volta de Vargas em 47, ele ficou como interventor até 1945. No terceiro, foi eleito em 1951. Tenente Emanuel Moraes (10/07 a 05/08/1931) Tenete Antônio Rogério Coimbra (1931-1932/1932/1933) Waldemar Pedrosa (14/06 a 10/10/1932) Capitão Nelson Melo (1900/1934-1934/1935) Tenete Paulo Cordeiro de Melo (1933-1934) Emiliano Stanislau Afonso (1945-1945) Júlio José da Silva Nery (1945-1946) Raimundo Nicolau da Silva (1946/1946) João Nogueira da Mata (1946-1946) Siseno Sarmento (1946-1947) João Nogueira da Mata (1947-1947) Leopoldo Amorim da Silva Neves (1947/1947) Júlio de Carvalho Filho e Francisco A. Souto (1947/1951) Plínio Ramos Coelho (1955-1958/1963-1964) Histórico: no primeiro mandato chegou ao governo após vencer Álvaro Maia por pequena diferença. No segundo mandato, foi eleito com apoio de Gilberto Mestinho, até ser afastado pelo governo militar. Gilberto Mestinho Medeiros Raposo (1949-1962/1983-1986/1991-1994) Histórico: eleito em 1958 com apoio do então governador Plínio Colelho. Voltou em 1982 com a reabertura política, e assumiu o último mandato entre 1991 e 1994 sucedendo Amazonino Mendes. Artur Cezar Ferreira Reis (1964-1967) Histórico: primeiro governador interventor, assumiu logo depois do Golpe Militar de 64. Danilo Duarte de Matos Areosa (1967-1970) Histórico: eleito pela Assembléia Legislativa, no governo dele foi implementada a Zona Franca de Manaus, pelo Governo Federal. João Walter de Andrade (1971-1975) Histórico: assumiu o Estado como interventor. Honoch da Silva Reis (1975-1978) Histórico: antes de ser governado, assumiu a Prefeitura de Manacapuru. Assumiu o governo indicado pelo presidente Ernesto Geisel. José Bernadino Lindoso (1979-1981) Histórico: passou apenas dois anos no poder porque em 1981 se candidatou a Senador. Paulo Pinto Nery (1982) Histórico: último governador do regime militar, assumiu na fase de transição para o regime democrático. Amazonino Armando Mendes (1987-1990/1995-1998/1999-2002) Histórico: eleito com o apoio de Mestrinho, as administrações dele forma marcadas pela grande quantidade de obra e propagandas das ações. Lançou o terceiro ciclo, que não surtiu efeito e criou a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Carlos Eduardo Braga (2003-2006) Histórico: Chegou ao poder apoiado por Amazonino Mendes, mas rompeu com o ex-governador no meio do mandato. Criou o programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamin), conseguiu a prorrogação da Zona Franca de Manaus e iniciou as obras do gasoduto Coari-Manaus.


 


A HISTÓRIA DE EDUARDO RIBEIRO E CONSTANTINO NERY


 


Antônio Constantino Nery nasceu Manaus a 20 de dezembro de 1859  .quase três anos depois em 18 de setembro de 1862, numa outra capital nasceria Eduardo Gonçalves Ribeiro , em são Luis.


Na época em que Eduardo e Constantino tornaram ?se adolescentes ,as perspectivas de  se atingir um futuro eram poucas ,uma dessas perspectivas era a carreira militar .


No rio de janeiro com a ajuda do pai ,um oficial do exercito  em 1879 Constantino conclui na escola militar do realengo o curso de engenharia ,onde anos antes conclui Eduardo Gonçalves Ribeiro em 1886.


 


No ano seguinte ,em 13 de agosto depois de servir alguns meses em Belém como segundo tenente Eduardo Gonçalves foi designado para Manaus e incorporado ao terceiro batalhão de artilharia a pé.enquanto Constantino Nery permanecia na corte e tornava-se capitão ,que veio a Manaus em 1891,com patente de major em seguida entrou para a política no grupo de seu irmão , senador Silvério José Nery que se manteve durante anos em evidência política.


 


No dia 03 de janeiro de 1891 Eduardo ribeiro assumiu o governo do amazonas ,colocado pelo seu antecessor augusto Ximeno de Villeroy de quem era oficial de gabinete , porem sua ascensão ao poder não agradou aos rivais políticos ,após dois meses Eduardo Ribeiro foi afastado pelo presidente Deodoro da Fonseca do cargo de governador do amazonas e faz com que o coronel Tarmarturgo de Azevedo o substitua.


 


Após a saída de Deodoro da Fonseca da presidência ,Floriano Peixoto assumiu o poder e a presidência reconduzindo ao cargo de governador Eduardo Ribeiro em 11 de março alem de lhe presentear com a patente de capitão ,o que não agradou seus rivais que ambicionavam o cargo ,tramando assim sua queda definitiva do poder.é nesta tentativa de tirá-lo do poder agora á força que,o major Constantino Nery aparece no cenário político amazonense.


 


A queda de Eduardo Ribeiro


 


Liderados pelo major Tristão vários oficiais tramaram a queda de Eduardo Ribeiro dessa vez com apoio do partido nacional de Silvério e Constantino Nery.


O golpe teve início na manha do dia 26 de  fevereiro de 1893 quando planfetos assinado por Américo de campos e Monsenhor de Miranda ,foram espalhados pela cidade na época com 20 mil habitantes .no texto Américo e Amâncio aclamavam Constantino Nery como seu substituto.?Constantino Nery do próprio punho escreveu e enviou a Eduardo Ribeiro como oficio.


 


Nas ruas sete de setembro e Lobo D?Almada começaram a se enfrentar com tiroteios ,enquanto era bombardeado o palácio do governo pelo 36 batalhão de infantaria que apoiava os revoltosos .


 


Após dois dias depois os lideres foram enviados para Belém ,mas Constantino Nery permaneceu em Manaus e continuava a tramar a queda de Eduardo Ribeiro.


 


Nerysmo


 


Eduardo Ribeiro conseguiu governar até o fim do seu mandato (1893-1896) quando estava politicamente só ,após sofrer vários atentados de morte,ainda consegue como seu sucessor o civil Fileto Pires Ferreira ,substituído pelo coronel da guarda nacional José Cardoso Ramalho Junior.


No dia 23 de julho de 1990,Silvério é eleito o novo governador do amazonas ,após três meses Eduardo Gonçalves aparece morto na sua casa enforcado ,cuja morte não há explicação.


 


Nesse mesmo ano Constantino Nery recebeu a patente de tenente coronel e foi eleito senador na vaga deixada por seu irmão.dando continuidade ao nerysmo.


 


Constantino assumiu o governo do amazonas (1904-1908) em substituição a Silvério ,mas por problemas de saúde não concluiu o mandato.ainda em 1908 recebeu patente de coronel e dois anos depois foi reformado como general da brigada afastando-se da política e dedicando-se a vida militar.morreu em Belém aos 67 anos em 1926.


A historia dos dois políticos é um misto de inaugurações de grandes obras políticas e acusações de enriquecimento ilícito


 


Eduardo ribeiro ate hoje é lembrado pelo bom governo que fez mas não escapou de acusações de ter acabado o mandato com muitas posses


 


Constantino Nery ao contrario foi um péssimo  administrador mas possou como um grande governador ao lado das obras onde torrou muita verba política.


 


Oficio de Constantino Nery para Eduardo Ribeiro


 


Manaus,26 de janeiro de 1893


Senhor Capitão dr.Eduardo Gonçalves Ribeiro


 


Aclamado pelo povo amazonense presidente deste estado sendo vós posto pelo mesmo povo do cargo de governador ,comunico-vós que fica marcado o prazo de 12 horas a contar do momento que este vós entrega ,para retirar-vos com toda a força ai que tendes do palácio do governo ficando vos desde já responsabilizado pelo derramamento de sangue que porventura possa haver no caso de resistência de vossa parte


 


Saúde e fraternidade


 


Antônio Constantino Nery.


 


 



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 



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