Cosme Ferreira Filho
Em Manaus militou durante muitos anos, como redator e articulista no "Jornal do Commercio", onde militou em defesa da borracha, o que também fez na tribuna e nas comissões da Assembléia Legislativa do Amazonas, como Deputado Estadual e igualmente na tribuna e nas comissões da Câmara Federal.
Como empresário, foi um especialista nas culturas da seringueira, da castanheira e do pescado, tendo organizado empresas para cuidar dessas atividades com muito sucesso, que desapareceram depois do seu falecimento.
Foi dedicado e competente diretor da Associação Comercial do Amazonas, em cujo período, além dos significativos trabalhos que encetou à frente da ACA, publicou o livro "Primeiro Centenário da Associação Comercial do Amazonas (1871-1971)" que lançou a 18-6-1971.
Escreveu outros livros, a grande maioria relacionados com a batalha da borracha. É de sua autoria os livros: Em Defesa da Borracha Silvestre Americana (1928); Notas Parlamentares sobre a Constituinte Amazonense (1935); Borracha, Problema Brasileiro (1938); Problemas da Amazônia (1940); A Borracha na Economia Amazônica (1952); Novas Bases para o Política Econômica da Borracha (1953); Novo Ângulos do Problema Amazônico (1954); Economia da Produção (1956); Amazônia em Novas Dimensões (1961); Porque Perdemos a Batalha da Borracha (1965).
Foi um refinado poeta, ocupando espaços nos jornais e revistas de Manaus nos primeiros anos de sua vida literária. Ocupou a Cadeira n.º 1 da Academia Amazonense de Letras, que tem como patrono Pericles Moraes.
Manaus o homenageia com o seu nome em uma das suas vias: Alameda Cosme Ferreira, no bairro do Aleixo. Faleceu em Manaus a 1.º de outubro de 1976, com 83 anos.
Portal Amazônia, com informações de Dr. Ruy Lins






