Praça da Saudade em Manaus

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A praça 5 de Setembro em Manaus, batizada pelo povo de "Praça da Saudade",  foi inaugurada em 1865 e inicialmente era conhecida como Largo da Saudade. Seus limites davam-se com o Instituto de Educação do Amazonas (IEA) e o Cemitério São José, onde hoje se encontra o Rio Negro Clube. Passou à denominação de praça em 1897, mas só em 1932 foram construídos os jardins e passeios.

Em 1938 teve seu traçado original modificado e seus canteiros foram renovados com a colocação de vegetação exótica, mas as estátuas de bronze que representam os homens primitivo e moderno foram colocadas em 1963, época em que foram retiradas as pérgolas laterais.

A praça possui aproximadamente 12,6 mil metros quadrados. Limita-se com as ruas Epaminondas, Ramos Ferreira, Ferreira Pena e Simão Bolívar, localizando-se em plena área central da capital.

Conforme a Carta Cadastral de Manaus a área ocupada pela praça era bem mais ampla, à época do governo Eduardo Ribeiro, já que ia desde o antigo cemitério velho chamado de São José  ( nome também do primeiro bairro de Manaus) - localizado onde atualmente é a sede do Atlético Rio Negro Clube até o Instituto de Educação do Amazonas ( local onde seria construído o Palácio do Governo).

Um dado curioso sobre a Praça registra que na época do governo provincial do Presidente Francisco José Furtado em 1858, o cemitério foi cercado. Nesta época, a praça não passava de um largo com pouca arborização. Em 1865, foi proposta pela Câmara Municipal a construção de uma praça no local. Não existe nenhum documento que comprove se foi ou não aprovado o nome, mas o que se sabe é que o povo acabou consagrando o local com o nome de Praça da Saudade.

Outro fato ligado a Praça diz respeito à construção do monumento em homenagem a Tenreiro Aranha. A construção do monumento foi proposta pelo vereador Silvério Nery, em 11 de maio de 1883, sendo presidente da provincia, José Lustosa da Cunha Paranaguá.

De acordo com registros documentais, a praça adquiriu forma em 1932, na gestão de Emmanuel Morais com a construção de jardins. O cemitério nesta época já havia sido fechado.

Após a demolição, os restos mortais que haviam no local foram transferidos para o Cemitério São João Batista. 

Um projeto para a obra seria a construção do horto municipal com exemplares de todas as palmeiras do vale amazônico, o que acabou não acontecendo. O nome de Largo ou Praça da Saudade foi batizado pelo povo  por estar localizada bem em frente ao cemitério de São José, que também emprestava nome ao bairro. A praça foi aberta em 1865, bem depois da construção do cemitério.

De acordo com pesquisas do historiador Mário Ypiranga, o nome da praça pode ter originado também devido a presença de um espanhol de sobrenome ?Saudade? ou de um negro que viveu por volta de 1837, morador da área vizinha à praça, de nome José Pedro Saudade. O negro, segundo Ypiranga, seria um escravo de forro, devido aos bens que possuía.

O nome oficial da Praça 5 de Setembro, foi constituído em homenagem a data da Elevação do Amazonas à categoria de Província, uma homenagem também a Tenreiro Aranha que  lutou pela emancipação do Grão-Pará. 

Na verdade, o nome oficial "5 de Setembro", nunca se tornou popular. O certo é que mesmo o nome oficial estando inscrito na placa da estátua de Tenreiro Aranha, os manauaras a conhecem apenas por "Praça da Saudade".

No dia 30 de abril de 2010, a Praça da Saudade foi reinaugurada pelo então prefeito Amazonino Mendes. O local passou por ampla reforma. Espaços históricos foram recuperados, constituindo atualmente uma das mais belas praças de Manaus.
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