Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá

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 Mamirauá é uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável, área de conservação ambiental, localizada no Rio Solimões, no alto Amazonas.


Com uma área total de 1.124.000 hectares (correspondendo a quase metade do estado de Sergipe), até 80 quilômetros de floresta da reserva são completamente alagadas entre os rios amazônicos Solimões e Japurá.

Com o objetivo de proteger as várzeas da confluência daqueles dois rios, próximos ao município de Tefé, em 1996, Mamirauá foi transformada na categoria Reserva de Desenvolvimento Sustentável, pelo governo do Amazonas.



 

Em 1998, com a criação da Reserva vizinha Amanã, Mamirauá tornou-se parte de um corredor protegido de floresta, que vai até o Parque Nacional do Jaú no Rio Negro.  É a maior área protegida de várzea da Amazônia.

Processo de criação


O processo de criação da Reserva Mamirauá deve, sobretudo, à dedicação do pesquisador Márcio Ayres, além de esforços da sociedade e do estado.

Algumas das espécies mais importantes das madeiras tropicais encontram-se nas áreas protegidas de Mamirauá. As populações humanas locais ajudam a preservar a reserva, por meio de seu envolvimento nas atividades de pesquisa, extensão e manejo.

A reserva possui mais de 300 espécies de peixes catalogadas, incluindo os ornamentais, e também cerca de 400 espécies de aves e, pelo menos, 45 espécies de mamíferos.

Dentre esses, destaca-se o uacari-branco (Cacajao calvus), um macaco de quatro quilos (média), que se alimenta quase exclusivamente de sementes de frutos imaturos. Os uacaris vivem em bandos de até 50 indivíduos e andam muitos quilômetros por dia, à procura de seus alimentos preferidos. Habitantes da limitada região amazônica, todas as espécies estão ameaçadas de extinção.

Além da espécie característica de Mamirauá, existem mais 3 espécies de macacos: uacari-de-cabeça-vermelha, uacari-de-cabeça-preta e uacari-negro.

A localidade é uma unidade de conservação administrada pela ONG Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, através de convênio com o Ministério de Ciência e Tecnologia e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (MCT/CNPq).

A adminstração conta também com o apoio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), da agência internacional Department for International Development (DFID), do Wildlife Conservation Society (WCS), entre outros.

As principais características desta unidade de conservação são: a manutenção da população local, contribuindo com as atividades de manejo dos recursos naturais e na vigilância da reserva;  possibilidade de manejo da fauna e flora com base em sólida pesquisa científica; a flexibilibilidade para mudança de estratégias de acordo com os mercados;  manutenção da propriedade privada;  implementação de programas para valorização e melhoria das condições de vida da população local e o estabelecimento de parcerias estratégicas com organizações governamentais e não governamentais para o desenvolvimento de propostas para o uso sustentado dos recursos naturais.

Reserva Tradicional


No ano de 2006, o Incra reconheceu a comunidade da Reserva de Mamirauá como tradicional. No âmbito das ações desenvolvidas pelo instituto na Amazônia, com vistas à implementação da reforma agrária com garantia de sustentabilidade, os moradores cadastrados pela autarquia, nessa localidade, obtiveram, a partir de então, o direito de acessar os benefícios destinados pelo Governo Federal ao público da reforma agrária.


A Reserva Mamirauá é localizada em área de 1.124..000 hectares que abrange os municípios de Maraã, Alvarães, Uarini e Fonte Boa.

Em 1996, em período que coincidiu com a conclusão do Plano de Manejo da reserva, foi transformada pelo governo do estado em Reserva de Desenvolvimento Sustentável.


A área da reserva possui mais de 300 espécies de peixes catalogados, incluindo os ornamentais. Vivem no local, ainda, também catalogadas, cerca de 400 espécies de aves e 45 de mamíferos.

Além dos animais, a reserva abriga algumas espécies das mais importantes madeiras tropicais.


Mamirauá é estudada pela Unesco, ainda, para integrar uma futura Reserva da Biosfera na Amazônia Brasileira. Atualmente, compõe um dos corredores ecológicos a serem implantados pelo PP-G7, o Programa de Proteção das Florestais Ambientais Brasileiras.




Foto: Ministério do Meio Ambiente
 



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