BRASÍLIA - O Ministério do Turismo e a Agência Nacional de Águas (ANA) deverão fechar, nos próximos dias, uma parceria para identificar trechos de rios e reservatórios brasileiros com potencial para o turismo náutico, inclusive cachoeiras e praias artificiais. O estudo vai apontar diretrizes para a criação de normas que disciplinem o turismo nestes cursos e bacias hidrográficas. O objetivo é alavancar o potencial turístico das cidades que formam o entorno das sedes da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo de Futebol FIFA, em 2014.
Segundo o diretor do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos no Turismo (DFPIT) do MTur, Hermano Carvalho, o projeto será desenvolvido de acordo com o conceito da atual política pública do turismo – de unir as forças dos vários setores envolvidos no assunto. “Grande parte das atividades turísticas no Brasil é realizada nas proximidades de espelhos d’água, como praias, lagos, rios e estâncias hidrominerais. Portanto, Ministério do Turismo e ANA vão criar, juntos, instrumentos para garantir que as atividades náuticas no País se desenvolvam de maneira ordenada e sustentável”, frisa o diretor.
O MTur vai indicar destinos e sugerir sinalização especial para a prática de atividades turísticas que impactam e são impactadas pela gestão dos recursos hídricos. O estudo deverá incluir, ainda, medidas de preservação da qualidade da água e das paisagens hídricas, respeito à biodiversidade e manutenção da fauna e flora da região.
Mercado
As regiões com recursos hídricos e condições de balneabilidade – ou propícios à pesca e à prática de esportes náuticos – já estão em processo de expansão das atividades ligadas ao setor e à demanda de lazer no Brasil. A prestação de serviços em marinas e áreas náuticas gera, em média, três postos de trabalho por barco ancorado. Aproximadamente 90% da produção mundial de equipamentos para as atividades náuticas de recreio estão concentrados nos países que melhor desenvolveram esse segmento: Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra e Itália.
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O ato faz parte do Programa Trabalho Seguro, desenvolvido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em parcerias.