MANAUS - A empresa Andrade Gutierrez, encarregada da construção da Arena da Amazônia, estádio palco da Copa do Mundo em Manaus, é alvo de pedido de investigação por parte do Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT-AM). De acordo com trabalhadores da empresa, ameaças de demissão e humilhações são rotina na vida dos funcionários. Eles afirmam que assédio moral dos superiores (encarregados e engenheiros) pode ser testemunhado por vários colaboradores em atividade no local das obras.
“Se é feito algo errado, os encarregados fazem questão de falar em voz alta, humilhando o funcionário. Eles são mais incisivos se o engenheiro estiver por perto”, denunciou L.L.C. “Alguns ficam calados, por medo de perder o emprego. Somos obrigados a trabalhar mesmo com chuva, correndo risco de deslizamento ou de sermos atingidos por raios”, completou.
Para o funcionário, que pediu para não ser identificado, ao pedirem demissão, os colaboradores são direcionados ao setor de Recursos Humanos. Na entrevista de desligamento, os problemas com os superiores são relatados, mas os fatos são negados pelos encarregados. “Em quem acreditar? No funcionário ou em seu superior?”, questiona L.C.C.
O trabalhador afirmou que, embora a carteira dos funcionários seja assinada e o vencimento pago na data correta, não há pagamento das horas extras trabalhadas. Segundo L.L.C, o trabalho começa às 08h e pode se estender, sem tempo adicional, até às 18h30. Ele disse ainda que bônus posteriores são prometidos, mas não cumpridos pela empresa.
“O problema é que os superiores pegam os crachás e batem, por conta própria, o cartão dos trabalhadores e assim não podemos comprovar a hora extra. Os bônus nunca apareceram. O engenheiro responsável sabe de tudo, mas não faz nada”, salientou.
Em nota oficial, a empresa Andrade Gutierrez afirma que recebeu as recomendações do Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT-AM) e está avaliando os pontos apresentados. “A empresa tomará as medidas necessárias, caso sejam observadas irregularidades”, assinala o pronunciamento oficial.
MPT e SRTE já estão em ação
O procurador do trabalho, Gilsiney Dourado Nascimento, na manhã desta quarta-feira (8), em audiência com os responsáveis pela Andrade Gutierrez.
O órgão investigou os casos suspeitos de assédio moral atribuídos à empresa e recomendou medidas contra os atos que possam causar constrangimentos e humilhações aos funcionários.
Segundo nota oficial enviada à imprensa, o órgão alega que a medida é resultado de denúncias dos próprios trabalhadores do canteiro de obras.
O Portal Amazônia apurou que a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE-AM), já recebeu as denúncias e irá deslocar, ainda sem dia definido, uma equipe de auditores para verificar as acusações.
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Líderes partidários trabalham para antecipar a votação, por acordo de lideranças, já para esta quarta-feira (9).
O texto do dispositivo rejeitado é o seguinte: “São vedados a comercialização, o consumo e o porte de bebidas alcoólicas no interior dos estádios que sediarão partidas das competições”.