MANAUS – Os aeroportos da Região Norte estão saturados para atender as demandas da Copa do Mundo de 2014. A afirmação feita pelo turismólogo Fábio Romero, durante a Feira Internacional da Amazônia (FIAM), reforça a necessidade de readequação do modal para receber estrangeiros no mundial de futebol.
Romero palestrou durante o Seminário “Turismo: fator de sustentabilidade em países da Copa do Mundo de Futebol”. Segundo ele, os aeroportos amazônicos estão obsoletos. O turismólogo sugeriu investimentos em infraestrutura para resolver o problema. “Defendo a reestruturação dos aeroportos sem necessidade de rasgar estradas porque isso significa acabar com os atrativos turísticos”, disse.
O palestrante também enfatizou a integração entre os estados do Norte como forma de alavancar o turismo na região. De acordo com o Romero, esse é o caminho para evitar que o turista migre para outras regiões do País durante a Copa.
Preparação
A jornalista Sarah Albrecht também palestrou no Seminário. A comunicóloga trabalhou na Copa do Mundo na Alemanha, em 2006, e morou 12 anos no exterior. Com base na experiência, Sarah apresentou estratégias para atender bem o turista no Mundial em 2014. Segundo a jornalista, ter o que oferecer e saber divulgar são passos fundamentais durante o processo. “Não adianta se capacitar e conhecer o turista, se não souber divulgar”, disse.
De acordo com Sarah, a hospitalidade, a ausência de preconceito religioso e de adversários internacionais são pontos positivos do Brasil, mas o País ainda precisa vencer problemas relacionados à falta de compromisso, inexistência de ‘plano B’ e ao famoso ‘jeitinho brasileiro’. “Nós entendemos o jeitinho brasileiro, mas o estrangeiro não entende”, destacou.
Segundo a jornalista, os europeus estão acostumados a viajar dentro do próprio continente, por isso buscam ‘surpresas’ ao cruzar o oceano. “O que é simples e comum para nós é atrativo para os europeus. Eles não querem ver teatros. Um pagode na pastelaria os impressiona”, enfatizou.
Copa do Mundo de Futebol tem ações de segurança definidas após acordo entre ministérios.
No total, 120 agentes de trânsito, mais de mil policiais, 130 bombeiros participarão da operação nas duas noites de festa.
O programa pretende selecionar de imediato 7 mil pessoas para trabalhar na Copa das Confederações
O ato faz parte do Programa Trabalho Seguro, desenvolvido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em parcerias.