A balsa do Passarão, que faz a travessia sobre o rio Uraricuera, interligando Boa Vista às regiões Norte do Estado pela BR-319, será de responsabilidade do Governo de Roraima, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf).
Anteriormente, o trajeto da balsa era feito por cinco funcionários pagos pelos arrozeiros. Após concretizar-se a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, o serviço será totalmente gerenciado pelo Governo do Estado.
Inicialmente houve um descontentamento da parte dos funcionários da balsa, que não aceitaram a redução do salário. Segundo o diretor do Departamento de Infraestrutura de Transportes (DEIT), José Eufrânio, o padrão salarial do Governo do Estado é de R$ 600,00. “Não podemos pagar a mais do que esse valor”, disse.
Firmado um acordo com DEIT, os cinco funcionários decidiram aceitar o salário reduzido e permanecerão no emprego. A Seinf ainda encaminhou mais dois funcionários para ajudar na travessia da balsa. No total, serão seis operadores e um administrador.
O horário de funcionamento da balsa continuará o mesmo: das 7h às 19h, com exceção da travessia de alguns professores que precisam utilizar o serviço por volta das 23h. Após o horário, somente em caso de emergência. São realizadas diariamente cerca 50 travessias, numa distância de 400 metros, sobre o rio Uraricuera.
De Manaus a Porto Velho, a rodovia possui 876 quilômetros de extensão.A conclusão dessa estrada é fundamental para a competitividade do Polo Industrial de Manaus.
A situação de Roraima é mais complexa, em razão do único acesso aos Estados do país ser por via aérea
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Manaus, ao fim e ao cabo, não continuará “isolada” fisicamente do resto do país. O preço, como sempre, só virá no final do banquete.