Observe as seguintes afirmações:
“Eu canto um canto matinal”. (Guilherme de Almeida)
“A ameaça, o perigo, eu os apalpava quase”. (Guimarães Rosa)
Na primeira afirmação, o escritor utiliza o verbo cantar, que já traz consigo a ideia de canto (quem canta, logicamente canta um canto). Na segunda, de Guimarães Rosa, os vocábulos “ameaça” e “perigo” fazem parte de um mesmo eixo significativo: são sinônimas. Entretanto, o escritor usou as duas, a fim reforçando a idéia que queria transmitir.
Quando fazemos uso de expressões redundantes com a finalidade de reforçar uma ideia estamos utilizando a figura de linguagem chamada pleonasmo. Quando bem elaborada, além de embelezar o texto, esta figura de linguagem intensifica e destaca o sentido da expressão onde foi empregada.
“A vida, não vale a pena nem a dor de ser vivida”. (Manuel Bandeira)
Deve-se evitar, entretanto, o uso de pleonasmos viciosos. Estes não têm valor de reforçar uma noção já implicada no texto. Antes são fruto do desconhecimento do sentido das palavras por parte do falante. O pleonasmo vicioso é muito utilizado na modalidade oral, o que acaba influenciando a modalidade escrita.
Veja alguns exemplos:
“Menino, entre já para dentro”.
“Eu fui fazer um hemograma de sangue hoje de manhã”.
“Joana sofre de leucemia no sangue”.
“Eu vi com esses olhos que um dia a terra há de comer”.
“A protagonista principal do filme ‘O sorriso de Monalisa’ é Julia Roberts”.
“Repetir de novo”.
“Enfrentar de frente”.
A reforma ortográfica trouxe mudanças significativas para a nossa ortografia. Com isso, na hora de acentuar, muitas dúvidas aparecem. Mas e aquele simpático acento, carinhosamente chamado de “chapeuzinho”? Ele foi extinto? Não se pode usar mais? O momento gramatical de hoje quer alertá-lo sobre uma informação errônea de que o mesmo foi extinto. Antigamente, vêem, dêem, vôo [...]
Redundância é a repetição desnecessária de algum termo ou ideia na frase. Fique atento e fuja do erro!
Muitas dúvidas pairam em torno da palavra viagem (ou viajem). Chegou o momento de esclarecer este problema.
BRASÍLIA – O governo brasileiro adiou por mais três anos o início da obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O acordo que visa padronizar as regras ortográficas foi assinado em 1990 com outros países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Com o adiamento, as novas regras, que se tornariam obrigatórias [...]