MANAUS – Lúcia Barbosa da Silva, moradora do bairro Amazonino Mendes, zona Norte de Manaus, precisa sair de casa às 05h30 para tentar ser atendida no Hospital Francisca Mendes, no bairro Cidade Nova. Isso porque a Unidade Básica de Saúde (UBS) N-11, que funciona na mesma rua 15 onde mora, está há oito meses sem médico.
“Mandei retirar o meu nome porque o clínico estava ganhando dinheiro nas minhas costas”, assinalou a autônoma, de 53 anos. Ela mora no bairro há 21 anos e conta que precisou pagar um táxi para levar a filha até o Instituto da Mulher Dona Lindú (na Rua Recife, no bairro Adrianópolis, zona Sul) para ter o bebê.
“Não havia médico na casinha e faltava leito no ‘Francisca Mendes’, os postos de saúde mais próximos”, explicou. Lúcia contou que a filha não teve acompanhamento de um pediatra, mas seu pré-natal foi realizado na UBS N-11, por enfermeiras.
Uma enfermeira da UBS N-11, que preferiu não se identificar, confirmou ausência diária de um clínico-geral desde junho do último ano. De acordo com a profissional, a Semsa envia um médico geralmente uma vez por semana. Quando há a confirmação de sua vinda, os agentes de saúde informam aos interessados, previamente cadastrados. A unidade têm cadastrados 4.500 pacientes.
Mesmo sem a constância de um médico, a enfermeira garantiu que atendimentos às gestantes, exames de preventivo e até pré-natal são procedimentos realizados normalmente. “Temos 150 mulheres que vem tomar o anticoncepcional mensalmente, mas estas já passaram pelo médico”, afirmou. “Fazemos só o nosso trabalho, nunca a mais do que estudamos”.
Para ela, os moradores só se queixam quando a equipe está desmotivada. Segundo a enfermeira, não há reclamações na falta de um médico, mas sim quando os profissionais da ‘Casinha’ não se interessam pelo trabalho.
É desgostoso trabalhar desse jeito, diz enfermeira-chefe
Elaine Cristina Gonçalves, a enfermeira-chefe da UBS N-10, reafirma a ausência de médico. Ela avalia que, embora o trabalho seja constante e a equipe sempre faz um pouco mais do que deveria, os moradores sempre reclamam.
“Fico realmente muito triste. Chega a ser desgostoso: por maior que seja os nossos esforço, eles querem é médicos”, explicou. “Nossa esperança é o concurso público da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), já anunciado”, completa Elaine.
Duas das quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) do bairro estão sem médicos há quase um ano. A N-11, localizada na rua 15, está sem o especialista desde junho do ano passado e a N-10, na rua 50 desde março de 2011. Há ainda uma terceira, desativada porque está em reforma.
A UBS desativada deve virar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no prazo máximo de três meses. A informação é do presidente do Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Amazonino Mendes, Jackson Sena.
Segundo o líder comunitário, em reunião com o titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Francisco Deodato, em outubro do ano passado, o problema foi denunciado. O secretário prometeu que resolveria a questão. “Até agora nada. Temos somente a previsão de construir mais quatro UBS, só que ainda não há um prazo definido”, falou Sena.
O portal Amazonia.com entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria, mas até o término desta matéria, às 16h desta terça-feira, dia 07, não obteve resposta.
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Que triste isso!Conheço muitos médicoa recem formados que adorariam fazer parte da ESF.
o nosso prefeito esta fazendo o que ele prometeu acabar com casa de saúde.esta fazendo o modulo que não vai funcionar,pois na casa de saúde do crespo graças a DEUS tem medico,o medico vai na residencia e paciente fica satisfeito porque através da visita descobrimos pessoas com nódulos nos seios,soro positivo etc. os médicos que trabalham nas casa de saúde com AMOR.eles não se preocupa com a hora enquanto no posto de saúde atende um paciente em minuto e tao rápido.os medico da casa de saúde houve o paciente.não podemos deixar esse prefeito acabar com as casas de saúde.