20 de julho de 2012 - atualizado as 19:08

Satélites comprovam índices de desmatamento em queda na Amazônia

De agosto de 2011 a junho de 2012, as emissões de CO2 equivalentes com o desmatamento totalizaram 74 milhões de toneladas.

Redação - jornalismo@portalamazonia.com
Pesquisa aponta que diversas espécies da fauna e flora podem desaparecer já nas próximas décadas por conta do desmatamento

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MANAUS – O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) revelou que o índice de degradação florestal caiu 93% na Amazônia. A retração no desmatamento foi registrada em junho, em comparação ao mesmo período de 2011. Ainda assim, o total de áreas desmatadas detectadas na região, no último mês, somou 14,5 quilômetros quadrados, segundo números do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 14,5 quilômetros quadrados em junho de 2012, quase 100% a menos que os registros de junho de 2011, quando a degradação florestal somou 193 quilômetros quadrados.  Grande parte (45%) dessa degradação ocorreu no Mato Grosso. No acumulado de agosto 2011 a junho 2012, a área degradada atingiu 1.974 quilômetros quadrados.

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A área desmatada detectada na Amazônia foi de 34,5 quilômetros. O número representou uma diminuição de 66% em relação a junho de 2011, quando o desmatamento somou 100,5 quilômetros quadrados. Devido a cobertura de nuvens, foi possível monitorar 73% do território, um valor maior que junho de 2011 (65%). Em junho de 2012, 60% do desmatamento ocorreu no Pará. Em seguida aparece o Amazonas com 28%. O restante (12%) ocorreu no em Rondônia (6%) e Mato Grosso (6%).

Arte: Imazon/Divulgação

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2011 a junho de 2012 totalizou 907 quilômetros quadrados. Houve  redução de 41% em relação ao período anterior (agosto de 2010  a junho de 2011) quando o desmatamento somou 1.534 quilômetros quadrados.

Em junho de 2012, o desmatamento detectado pelo SAD comprometeu 960 mil  toneladas de CO2 equivalente.  No acumulado do período, as emissões de CO2 equivalentes comprometidas com o desmatamento totalizaram  74 milhões de toneladas, o que representa  uma redução de 18% em relação ao período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011).

Uma pesquisa realizada por cientistas britânicos releva que pelo menos 80% das espécies que hoje vivem em áreas que estão sendo degradadas na Amazônia deverão entrar em extinção. Os cálculos dos cientistas mostram que 43 espécies da fauna e flora amazônica já estão em processo de desaparecimento.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado, a derrubada da floresta nos nove estados da região recuou em 50%, se comparado a 2010. Para os próximos seis anos, o IBGE prevê uma redução de 77% no desflorestamento em toda a Amazônia Legal.

Ainda hoje, um dos principais problemas que contribui para o índice negativo do desflorestamento amazônico são as queimadas e incêndios florestais. Só em 2011, o número de focos de calor detectados por satélites chegou a mais de 61 mil. Em 2010, este número fechou na casa dos 130 mil. Os dados representam uma queda de quase 50%. Saiba mais

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