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15/12/2012 às 10:44 Juan M. Costa - jornalismo@portalamazonia.com

Projetos sociais esportivos levam cidadania a crianças carentes, em Manaus

A falta de apoio governamental é a principal queixa dessas organizações.

O projeto “Resgatando Vidas” existe há cinco anos no ensino do boxe e atende 50 alunos  Foto: Divulgação

O projeto “Resgatando Vidas” existe há cinco anos no ensino do boxe e atende 50 alunos Foto: Divulgação

MANAUS – O sonho da prática do esporte é incentivado por meios de grupos e projetos, que sem nenhum fim lucrativo, ensinam crianças de comunidades carentes em Manaus. E, mesmo com toda a dificuldade, conseguem manter-se com muito esforço.

Um exemplo é o projeto “ABC do Futebol”, localizado no bairro Cidade Nova 5, zona Norte da capital. O grupo atende mais de 120 crianças de baixa renda entre 16 e 22 anos há mais de dois anos.

Segundo o coordenador do projeto, José Augusto, é uma satisfação muito grande poder trabalhar em um projeto como esse. “É muito importante o trabalho que nós realizamos, mesmo sem ajuda do governo ou da Prefeitura”, ressalta.

Augusto comenta também sobre essa falta de suporte financeiro para . “Eu preciso correr atrás todos os dias de patrocinadores, e graças a Deus tenho conseguindo alguns bons parceiros que ajudam a manter o projeto vivo”.

Sem a ajuda do poder público, alguns desses grupos se mantêm através de doações e realização de eventos.

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Outro projeto que vem se destacando é o “Resgatando Vidas”, que já existe há cinco anos. Coordenado pelo gari e professor de boxe, Luís Gomes, as aulas tem como missão retirar das ruas jovens usuários de drogas e jovens em situação de risco. “Nunca pensei em cobrar, eu tenho outra filosofia. Não se fica rico dando aulas de boxe. Tenho meu emprego e também não ganho muito para investir numa academia estruturada. Dou aula de graça por amor, é isso que me alimenta. Faço porque gosto! sempre foi um esporte de objetivo social. Essa é a filosofia do boxe. Se sempre for cobrar dinheiro, nunca teremos campeões”, ressalta Gomes.

O projeto ABC do Futebol atende mais de 120 crianças de baixa renda entre 16 e 22 anos há mais de dois anos Foto: Divulgação

O projeto ABC do Futebol atende mais de 120 crianças de baixa renda entre 16 e 22 anos há mais de dois anos Foto: Divulgação

De acordo com Gomes, o projeto tem sobrevivido até hoje graças a ajuda de doadores e da força de vontade. “Recebemos muitas promessas vazias de políticos e autoridades, entretanto, a ajuda não aparece”, comenta o professor de boxe.

Participante do projeto, Saline Aguiar diz que o aprendizado do esporte serviu para ocupar seu tempo. “Começar a praticar o boxe me ajudou a superar meus desafios e ainda ensinar a disciplina que devemos ter com todos. O esporte ajudou e ajuda muito crianças a sairem dos vicios e das ruas, onde na maioria das vezes só se aprende coisas ruins”, disse a atleta que já foi campeã duas vezes de boxe em competições na capital.

Apoio aos projetos

O secretário de Estado da Juventude Esporte e Lazer (Sejel), Júlio César Soares, ressaltou que hoje o governo oferece quatro projetos sociais para as crianças carentes da capital e de todo o Estado. “Podemos destacar os projetos ‘Jovem Cidadão’ e o ‘Bom de Bola’ que atendem mais de 100 mil estudantes  em todo o estado”.

Questionado sobre o apoio dado a esses projetos populares, Soares também afirmou que, além desses projetos, o governo também oferece suporte a vários eventos esportivos na capital. “Campeonatos das federações e apoio aos desportos das comunidades são alguns exemplos do trabalho que realizamos”, enfatizou.

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