CUIABÁ - O Campeão de UFC Anderson Silva pode ser imbatível no octógono, mas no chão de terra batida de uma aldeia no Alto Xingu foi derrotado por índios. O campeão do UFC esteve no Mato Grosso para aprender a huka huka, uma espécie de luta livre praticada pelas tribos da região.
Antes do combate, enquanto tinha o corpo pintado, Anderson admitiu certa tensão. E tinha motivo para isso. A primeira luta não durou nem quinze segundos, e ele já estava de costas no chão. Também perdeu a segunda luta em menos de um minuto. Antes da terceira derrota, o lutador virou o jogo e fez uma proposta:
“Agora vamos lutar na minha regra. Quando o oponente está no chão nós podemos continuar batendo. Ou podemos imobilizar também”.
Com a cabeça aberta, o “filósofo” Anderson Silva ouviu as histórias dos índios. A tradição de luta indígena é milenar, e foi se adaptando ao longo do tempo. Tudo bem diferente do glamour do UFC. Campeonato internacional de MMA em que Anderson Silva vem fazendo a sua história.
Na tribo dos Kamaiurás, simplicidade e entrega! Sofrida. E que começa cedo. Aos treze anos.
- A gente fica dois anos e meio na reclusão, preparando pra ser lutador. Só raspando a pele e passando raiz – explicou um dos índios.
- Pô é diferente o jeito como eles lutam, o tipo de técnica que eles usam. São muito fortes, e eu gostei muito da experiência, muito legal – afirmou o Anderson.
Na tribo do Mato Grosso há uma tradição que nenhum guerreiro do uka uka pode fugir. “Tem que virar bicho”. A pintura usada é da onça, apesar de não ter ficado muito parecida. O jeito, era convencer lutando. O que se viu foi inacreditável, Anderson neutralizado, nocauteado…E só depois de apanhar muito, ele começou a pegar a técnica. E aí, Anderson Silva, campeão do cinturão dos pesos médios do UFC, voltou a ser Anderson Silva.
No final, uma grande festa pra celebrar a visita de um ídolo mundial e a união do MMA com o uka uka.
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Com essa vitória, o Santos conquista o quarto lugar do campeonato e o Trem se mantém na lanterna do campeonato.
Serão cerca de 250 atletas, nas categorias pré-mirim, mirim, infantil, juvenil, veterano e absoluto.
O destaque na disputa ficou para a atleta Maressa do Espírito Santo, de 16 anos.