MANAUS – Empresas japonesas representam 40% das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus. A representatividade do país oriental na economia amazonense é reconhecida pelo governador do Estado, Omar Aziz, que recebeu, nesta quinta-feira (13), o embaixador do Japão, Akira Miwa. Na pauta do encontro, foi discutida a ampliação do intercâmbio voltado para a área do conhecimento e formação de recursos humanos para o setor local.
A reunião aconteceu no Centro Cultural Palácio Rio Negro, no Centro de Manaus. Na ocasião, Omar elogiou a grande capacidade de geração de conhecimento e de desenvolvimento de tecnologia japonesa. ”Nunca é demais pegarmos as experiências positivas dentro do conhecimento e educação e trazer para o nosso povo”, ressaltou o governador.
Para o embaixador do Japão, a formação de recursos humanos é importante não só para o futuro do Amazonas mas também para as empresas já instaladas no Polo Industrial de Manaus. “É importante, para o desenvolvimento, começarmos a produzir produtos de nível superior aos que já estão sendo produzidos. E as empresas locais vão precisar de pessoas capacitadas em matéria de Ciência e Tecnologia”, afirmou Akira Miwa.
De acordo com Akira Miwa, qualquer país que busca um local para investir em produção no território brasileiro não está interessado somente em incentivos fiscais, como os que existem na Zona Franca de Manaus, mas também querem pessoas capacitadas para desenvolver novos produtos. “O futuro da economia do Estado do Amazonas depende da sua capacidade de criar”, frisou.
Com esse posicionamento do representante japonês, o governador do Amazonas ofereceu um espaço dentro do complexo da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que será construída em Iranduba, para instituições de ensino e pesquisa do Japão.
O governador pediu ao secretário estadual de Planejamento, Airton Claudino, que marcasse uma reunião com o cônsul do Japão no Amazonas, Hajime Naganuma, para apresentar o projeto da Cidade Universitária e discutir sobre a parceria. “O cônsul vai conversar com a Seplan para que possamos oferecer um espaço, assim como estamos reservando para outros países, onde possamos ter o intercâmbio e o conhecimento que precisamos”, disse o governador.
Com 71 empresas, parque industrial amapaense registra mais de 2 mil empregos formais neste ano.
Montante é 28% superior a 2012, sendo resultado de fiscalização em portos, encomendas postais, empresas e comércios.