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06 de janeiro de 2012 - atualizado as 13:03
Economia
Amazonas

‘Natal’ das livrarias atrai consumidores em busca do material escolar

Descontos de até 50% começam a atrair clientes para as principais livrarias e papelarias do Centro de Manaus.

Diego Toledano e Layanna Franco - portalamazonia@redeamazonica.com.br

Descontos de até 50% começam a atrair clientes. Foto: Layanna Franco/ Portal Amazônia

MANAUS- Início do ano é considerado o momento para os lojistas liquidarem o estoque que sobrou do ano passado e realizarem promoções. Entretanto, nas livrarias e papelarias do Centro de Manaus, o período de alta nas vendas registrado no Natal só chegou agora. Descontos de 5 a 50% em diversos produtos já atraem pais e responsável na busca pelo material escolar das crianças para o ano letivo. A estimativa é que a demanda de consumidores nos estabelecimentos aumente em até 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os proprietários de livrarias e papelarias também estão em fase de planejamento de estratégias para atrair mais clientes, entre elas sorteios de automóveis e desconto da lista de material escolar. Para tentar fugir dos preços altos, muitos pais também optaram por comprar os itens da lista no mês de dezembro, enquanto o setor não está aquecido para as vendas. Segundo o gerente de uma livraria localizada na rua Rui Barbosa, Kátia Silveira, as escolas ainda não atualizaram a lista de itens necessários.

“Alguns pais aproveitaram o mês de dezembro para comprar papéis, cadernos, canetas , com o preço do ano anterior” disse. Segundo Kátia ainda dá para comprar cadernos, canetas, fichários com até 50% de desconto. O pintor Edney Amaral contou que todo ano começa a pesquisar o preço dos itens da lista de materiais escolares do filho logo no inicio de janeiro. “Geralmente compro os materiais em papelarias e apenas os livros nas livrarias”, explicou.

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Em uma papelaria localizada na mesma rua, é possível obter um desconto de 5% na compra de todos os materiais da lista escolar, entre outras ofertas, mas se o interesse é apenas em itens unitários como lápis, borracha e cadernos, o proprietário Franscisco Alves Neto, explica que é possível encontrar os mais variados preços e descontos. Os produtos podem ser adquiridos por 10, 20 ou 30% por cento de abatimento em relação ao preço original.

Preços

Levar os filhos no momento da compra do material é um péssimo negócio, na opinião do contador Eduardo Lopes. Para os pais que ainda vão às compras, a dica, segundo ele, é deixar as crianças em casa. “Quando trago meus pequenos sempre gasto mais porque eles sempre querem cadernos de personagens de desenhos, sempre os mais caros”, disse. A reportagem constatou a variação relatada pelo contador, em preços de cadernos, borrachas, lápis e mochilas, nas livrarias e papelarias visitadas.

A reportagem visitou três papelarias: uma localizada na rua Henrique Martins e duas na rua Rui Barbosa. Na primeira, é possível encontrar cadernos comuns por R$ 3 a  R$ 40. Na segunda, os preços variam entre R$ 4 a R$ 35 e na terceira vão desde R$ 3,50 a R$ 30. Itens menores, como borrachas e lápis, também apresentam variação entre R$ 0,20 a R$ 20, com ilustrações de personagens. Entre os itens mais caros estão os livros e as mochilas, que podem variar de acordo com o modelo, tamanho e ilustrações.

Na primeira livraria, por exemplo, mochilas simples podem custar entre e R$ 28,70 e R$ 58,40. Já nas chamadas “mochilas de carrinho”, os pais podem desembolsar até R$ 187,10. Em uma das papelarias localizadas na rua Rui Barbosa, as mochilas podem ser adquiridas a partir de R$ 25 até R$ 150, no caso das que possuem acessórios extras como fone e compartimento para notebook. Segundo gerentes e proprietários de livrarias ouvidos pelo portalamazonia.com, a diferença de preços também está relacionada a quantidade de materiais disponíveis.

Tanta variedade e oscilação de preços levam alguns a desembolsarem boa parte do orçamento familiar, como é o caso do professor Luis Carlos. Todos os anos, ele reserva pelo R$ 1 mil para a compra de todos os objetos da lista de material escolar do filho de apenas 7 anos. “Meu filho ainda está nas séries iniciais, e já gasto este valor. Quando ele estiver no Ensino Médio, vou precisar reorganizar meu orçamento”, afirmou.

Cuidados

Apesar do corre-corre para comprar os itens no prazo para o início do ano letivo, os pais precisam estar atentos à lei do material escolar. Uma das novas determinações é que a escola não pode determinar a livraria e nem a marca dos materiais exigidos na lista, segundo o diretor do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor no Amazonas (Procon-AM), Guilherme Frederico. Em entrevista ao portalamazonia.com, ele falou sobre os casos de reclamações contra escolas no período de compra de material escolar.

Segundo ele, o número de reclamações não chegou a dez em 2011. O número é resultado da luta pelo direito do consumidor.  De acordo com Frederico, a Lei 170/2006 que determina uma série de irregularidades, inibiu as irregularidades e favoreceu o consumidor. “Em 2005, o número de denúncias na época de compra de materiais chegou a 175. Não alcançar nem mesmo uma dezena mostra o avanço que fizemos”, destacou.

Mesmo com a diminuição no número de reclamações, Frederico afirmou que o medo de expor o filho ainda impede que muitos pais prestem denúncias contra as escolas. “Os pais não precisam se preocupar. Eles podem denuncia as escolas via fax ou até mesmo por telefone, no número 0800-0921512. Enviamos uma equipe à escola para verificar a situação, sem identificar o relator”, concluiu.

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