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01/02/2012 às 19:52 Valdir Torres - Amazon Sat

Exploração de potássio no AM é estimada em 2 mi de toneladas ao ano

Com a descoberta de uma grande mina no Estado, o Amazonas pode se tornar o maior produtor da matéria no País.

Foto: Divulgação/Agência Vale

MANAUS - O potássio é um dos mais importantes ingredientes utilizados na produção do fertilizante agrícola (NPK), e com a descoberta de uma grande mina no Estado, o Amazonas pode se tornar o maior produtor da matéria no País. A única extração nacional é a de Sergipe, que não chega a 8% da demanda. Por esse motivo, o Brasil importa o restante do Canadá e Rússia para suprir a necessidade do mercado interno. A estimativa de produção da reserva amazonense em seis anos gira em torno de dois milhões de toneladas anuais do minério.

O minério descoberto pela empresa Potássio do Brasil é encontrado no município de Autazes (distante a 120km de Manaus). A empresa atua na região desde 2009 e já retirou os testemunhos, uma espécie de rocha que serve para fazer as pesquisas para definição da consistência do produto. “O nosso atual estágio é de delimitação e conhecimento do deposito. Precisamos saber qual é o tamanho do terreno para darmos a entrada a licença ambiental, construir a mina é um trabalho árduo”, informou o gerente de exploração, José Fantom.

Para chegar ao local de perfuração de uma das sondas, a equipe precisa navegar pelo rio Madeirinha, afluente do rio Madeira. A obra já é considerada a maior do Brasil e uma das maiores do mundo. “Se pensa em torno de dois milhões de toneladas ano, o que seria uma mina de porte relativamente grande para se produzir. Vamos estimar seis anos até chegar ao ponto. Então, no momento que se delimitou o depósito, precisamos de um período para planejamento”, contou Serafim.

Até agora, a capacidade da reserva é de 300 milhões de toneladas de sal de potássio anuais. Os depósitos estão localizados a cerca de mil metros de profundidade. De acordo com o prefeito do município, Wanderlan Sampaio, a descoberta dará visibilidade para o Amazonas. “O estudo que está sendo realizado no subsolo dá a resposta que o agronegócio brasileiro estava esperando, tornar o país autossuficiente no elemento principal, o fertilizante. Nossa economia sofrerá mudanças consideráveis”, afirmou.

A Empresa Potássio do Brasil já investiu mais de US$150 milhões nos projetos de Autazes e Itapiranga, desde 2009. Em Autazes, as reservas estão posicionadas a apenas 850 metros de profundidade, e apresentam teores de potássio superiores a 40%, enquanto os já conhecidos variam entre 18% a 30%. Se confirmadas as novas reservas, a companhia estima trabalhar com o desenvolvimento de uma mina que produza anualmente dois milhões de toneladas de potássio, com investimentos que podem alcançar US$ 4,5 bilhões de dólares.

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