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08 de agosto de 2012 - atualizado as 17:07

Belém é a capital com menor taxa de inflação em julho

Com taxa de 0,22%, a alta dos preços na capital paraense está abaixo da média nacional.

Portal Amazônia, com informações do IBGE
Orla de Belém, capital do Pará. Foto: Divulgação/Paratur

Orla de Belém, capital do Pará. Foto: Divulgação/Paratur

MANAUS – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (8) os números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Entre as 11 capitais pesquisadas, Belém teve a menor taxa em julho deste ano: 0,22%. A inflação oficial, calculada em todo o País, ficou em 0,43%.

A suave alta de preços em Belém foi registrada em razão do resultado moderado dos alimentos (0,15%). Em todo o País, os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,89% em julho, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,29%. Em junho, os resultados ficaram em 0,67% e 0,11%, respectivamente.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 27 de julho de 2012 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de maio a 28 de junho de 2012 (base).
INPC variou 0,43% em julho

A cidade de Goiânia é a capital que registrou a maior alta de preços no mês de julho, segundo o IPCA. A capital de Goiás registrou taxa de 0,61%. Outras cidades que tiveram inflação acima da média nacional (0,43%) são Porto Alegre (0,6%), Salvador (0,56%), o Rio de Janeiro (0,54%), Fortaleza (0,54%) e Brasília (0,5%).

Por outro lado, com taxa menor do que a média nacional, além de Belém, aparecem também as cidades de Recife (0,3%), São Paulo (0,36%), Curitiba (0,36%) e Belo Horizonte (0,39%).

Altas nos preços

Itens do grupo alimentação e bebidas apresentaram redução de preços de junho para julho, a exemplo das carnes, cuja variação de -1,13% e impacto de -0,03 ponto percentual constituiu-se no principal impacto para baixo. As despesas pessoais, cuja variação em junho havia sido de 0,47%, apresentaram alta de 0,91% em julho.

A principal pressão foi exercida pelo item “empregado doméstico”, com 1,37% em julho ante 0,61% no mês anterior. Em alta, também se destacaram no grupo os itens hotel (1,28%), excursão (3,46%) e manicure (1,10%). Aluguel residencial, que passou de 0,68% em junho para 1,16% em julho, condomínio (de 0,54% para 0,96%) e artigos de limpeza (de 0,23% para 0,50%) elevaram as despesas com habitação em 0,54%.

Com saúde e cuidados pessoais, a despesa aumentou 0,36% em julho, bem próxima da variação de 0,38% registrada em junho. Apesar do aumento nos preços dos remédios, que foi de 0,05% em junho para 0,21% em julho, os artigos de higiene pessoal mostraram desaceleração, passando de 0,44% em junho para 0,17% em julho.

O grupo transporte se manteve em queda, porém com resultado muito próximo de zero, situando-se em -0,03% em julho contra -1,18% em junho. Isso porque os automóveis novos, que haviam caído 5,48% em junho, deixaram no IPCA do mês anterior a maior parte do efeito do IPI reduzido em 21 de maio. Já em julho, mostraram relativa estabilidade, com 0,01% de variação. Além disso, sob influência dos novos, os preços dos automóveis usados chegaram a cair 4,12% em junho, enquanto em julho a queda ficou em 0,91%.

Nos eletrodomésticos houve aumento de 0,22% em julho, ao passo que em junho a queda foi significativa, de 1,02%. Ao contrário, os preços dos artigos de mobiliário caíram 0,14% em julho, tendo registrado aumento de 0,51% em junho. Com estes destaques o grupo artigos de residência passou de -0,03% para -0,01%.

Nos artigos de vestuário, a variação foi de 0,04% em julho contra os 0,39% de junho, quando a liquidação da estação estava se iniciando. Assim, o agrupamento dos produtos não alimentícios ficou em 0,28% em julho contra -0,10% em junho.

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