MANAUS – Nos primeiros cinco primeiros meses do ano, o Amazonas gastou US$ 5,38 bilhões com insumos importados enquanto as exportações para o exterior no mesmo período somaram apenas US$ 366,97 milhões (cerca de 6,82% das importações), gerando um déficit na balança comercial do Estado de US$ 5,01 bilhões. O total representa o segundo mais alto do país, atrás apenas de São Paulo (déficit de US$ 11,38 bilhões). Em 2011, no mesmo período, o déficit amazonense foi de US$ 4,60 bilhões.
Apesar da diferença, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o destaque dessa vez é que não apenas as importações registraram crescimento (+8,58% sobre o acumulado de 2011). Também as exportações avançaram 4,9% sobre igual período do ano passado.
Dos principais produtos vendidos para o exterior – concentrado para elaboração de bebidas, motocicletas de baixa cilindrada e terminas para telefonia celular – apenas o último apresentou retração de 4,66%. Já a exportação de concentrado cresceu 26,36% e a de motocicletas, 57,30%.
A demanda veio, sobretudo, da Argentina com US$ 86,36 milhões, da Colômbia (US$ 46,47 milhões e da Venezuela (US$ 44,08 milhões). Além desses, outros países apresentaram bons crescimentos percentuais. Foi o caso da Alemanha (+125,68%), do Chile (+ 237,65%) e do Panamá (+392,73%).
Enquanto isso, a importação de acessórios para receptores de TV anotou incremento de 12,62%. A entrada insumos para informática no país subiu 143,56% e os acessórios para motocicletas somaram US$ 187,14 milhões. Em 2011, o Estado não importava esse último item.
China (+16,04%), Coreia do Sul (+18,24%) e Japão (+5,75%) seguem como os principais importadores para o Amazonas.
“Embora nossa produção seja prioritariamente para atender o mercado interno, o aumento das exportações é um bom indício. Além disso o crescimento de importação de insumos significa aquecimento da indústria, uma vez que cerca de 35% dos insumos utilizados no Polo Industrial de Manaus (PIM) vêm de fora”, avaliou o analista econômico da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Gilmar Freitas.
No entanto, o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, pondera que é cedo para festejar uma recuperação. “Pelo menos mais três meses são necessários para que possamos verificar uma tendência de aceleração da atividade industrial, afinal o cenário continua desfavorável”, destacou.
Apesar de concordar que os números representam uma recuperação pequena, e que é prematuro comemorar, Gilmar Freitas defende que “medidas globais como o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis auxiliaram na recuperação do consumo. A produção nacional também conquistou uma pequena vantagem em relação aos produtos importados em função da alta do dólar. Esse cenário nos faz acreditar na recuperação”.
Para ele o crescimento tende a continuar. “Esperamos por um segundo semestre de reativação para a produção industrial”, finalizou.
A feira será realizada no Parque de Exposições Hermínio Victorelli e apresentará equipamentos e linhas de créditos.
As demissões atingiram todas as 109 empresas do setor. De janeiro de 2012 a maio de 2013 a categoria contava com 14 mil trabalhadores.