11 de fevereiro de 2012 - atualizado as 10:31
Ciência e Tecnologia
Mato Grosso.

Pesquisa no MT aponta batata-doce como opção para produção de etanol

A intenção é aumentar a produção de etanol no Estado em cerca de 510 mil litros, considerando apenas uma safra de batata-doce por ano.

Portal Amazônia, com informações do G1-MT.

Foto: Vívian Lessa/G1-MT

CUIABÁ- A produção de etanol em Mato Grosso poderá aumentar em quase 60% em apenas dois anos. A perspectiva leva em consideração o uso de uma matéria-prima ainda não implantada no Brasil mas que já esta em fase de estudos, a batata-doce. De acordo com dados da Pesquisa da Cultura da Batata-doce como Fonte de Matéria Prima para Produção de Etanol desenvolvida pelo projetista Aldo Silva, a intenção é aumentar em cerca de 510 mil litros, considerando apenas uma safra de batata-doce por ano.

Desta forma, o estado produziria mais de 1,3 milhão de litros de etanol por ano. O índice é semelhante ao registrado na safra 2008/2009. Atualmente, a produção de etanol em Mato Grosso é de 852 mil litros. De acordo com o pesquisador, Aldo Silva, em dois anos a estimativa é que o estado produza 30 mil hectares de batata-doce. “Temos condição de produzir 103 toneladas por hectare, resultando em 3 mil toneladas de batata no total estimado para Mato Grosso”. Ele ressalta que a cultura, que tem potencial para fazer até dois ciclos por ano é um complemento da safra da cana-de-açúcar, sendo cultivada no período em que as indústrias sucroalcooleiras estão desativadas.

A alternativa, para o presidente da Cooperativa dos Produtores de Cana-de-açúcar de Campo Novo dos Parecis (Coprodia), Luiz Loro, é uma promessa satisfatória, já que haverá utilização das indústrias enquanto a cana ainda está no campo. Na Coprodia, o plantio da batata-doce ainda está em fase experimental. “Plantamos apenas um hectare. Dependendo dos resultados pretendemos expandir essa área”. O gerente agrícola da Usina Itamarati, a maior do estado, Jair Carvalho, conta que está havendo a multiplicação das mudas. A área, que era de um hectare, está aumentando para três hectares. “Estamos verificando a vocação desta nova cultura para iniciar a produção em escala comercial”.

De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool-MT), Jorge dos Santos, o surgimento de alternativas para a produção de biocombustíveis é benéfico para o setor. Em visita nas áreas experimentais do estado, o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tiago Quintela Giuliani, explica que o governo pode conceder incentivos se for comprovada a eficácia da batata-doce na produção de etanol. Conforme ele, a pesquisa é única no país e tem potencial de expansão.

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