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17/08/2012 às 11:38 Juçara Menezes - jornalismo@portalamazonia.com

Indústria da beleza quer mais produtos de origem amazônica

A Natura anunciou que haverá um incremento com a parceria de 3,2 mil famílias ribeirinhas envolvidas em todo o processo na região.

Foto: Divulgação/Natura Ekos

MANAUS – Pouco mais de uma década da linha Ekos – cosméticos compostos por produtos amazônicos -, a Natura inaugurou o Núcleo de Inovação Amazônia (Nina), na capital amazonense nesta quinta-feira (16). O espaço será de rede de estudos sobre itens nortistas, passando pelo fomento à pesquisa em cultura sociedade; conservação e biodiversidade; florestas e agricultura, além de design de produtos e processos.

Natura inaugura Núcleo de Inovação em Manaus. Foto: Juçara Menezes/Portal Amazônia

Natura inaugura Núcleo de Inovação em Manaus. Foto: Juçara Menezes/Portal Amazônia

Com o início dos trabalhos, a empresa pretende aumentar de 10% para 30% os produtos com ativos de origem amazônica até 2020. Para isso, também haverá um incremento das 3,2 mil famílias envolvidas em todo o processo na região. O objetivo é chegar até 10 mil, sem perder o conhecimento tradicional.

“Não queremos trazer lições para a Amazônia, e sim sermos mais um agente para um futuro melhor e diferente. Estamos na maior jazida de riquezas da biodiversidade brasileira, em especial da região”, disse o copresidente do Conselho de Administração da Natura, Guilherme Leal.

Foto: Divulgação/Natura Ekos

Inovação e parceria

Os projetos para a pesquisa serão escolhidos por temas relevantes para a região, como educação e questões fundiárias. A finalidade é criar ambientes cada vez mais maduros. De acordo com o diretor de Ciência e Tecnologia da Natura, Victor Fernandes, o nascimento do Núcleo objetiva gerar sustentabilidade e maior inovação.

“Realizamos parcerias com quatro instituições do Amazonas para auxiliar no andamento das pesquisas e transformar os resultados em inovação. Fechamos com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Ocidental) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). E estamos com edital já aberto para receber propostas de pesquisas de curto, médio e longo prazos”, contou Fernandes.

A Natura obteve faturamento de R$ 5,5 bilhões no ano passado. Para este ano, a estimativa é de crescimento de 10% a 15%. Ao todo, cerca de R$ 150 milhões são revertidos para a tecnologia, ciência e inovação. Atualmente, 300 pessoas no quadro da empresa trabalham com C&T.

 

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