MANAUS – A retirada de carteiras de trabalho na Igreja São Geraldo, localizada na Avenida Constantino Nery, causou um princípio de tumulto entre haitianos e chamou a atenção da população que passava pelo local por volta das 15h desta quarta-feira (08). De acordo com o pároco da igreja, Pe. Geomino Costa, tudo não passou de uma comoção entre os imigrantes que tentavam retirar o documento.
Agentes da Superintendência Regional do Trabalho no Amazonas (SRTE/AM) realizam a retirada dos documentos às quartas e sextas-feiras, no local. Na tarde desta quarta-feira, as equipes informaram que atenderiam apenas 50 pessoas. Com a notícia, os haitianos mostraram indignação. “Foi uma atitude de desespero daqueles que precisam trabalhar e dependem da documentação”, alegou Costa. Após a agitação, o padre informou que os agentes decidiram atender 200 imigrantes para contornar a situação.
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O tumulto virou assunto de discussão nas redes sociais, como Facebook e Twitter. Usuários afirmavam que a Igreja teria sido violada e depredada. Costa negou as alegações. “Alguns deles só poderiam retirar a carteira em abril e precisam trabalhar urgentemente, então houve esta agitação. Não houve violência de forma alguma”, disse. Segundo Costa, mais de 1,4 mil haitianos teriam chegado à capital nos últimos quinze dias.
Para atender aos imigrantes, a SRTE realiza ações na capital. Em janeiro deste ano, o órgão realizou um mutirão para a retirada do documento. Na ocasião, mais de 130 haitianos retiraram a documentação. Para a retirada dos documentos, o cidadão haitiano deve o registro do Comitê de Imigração – adquirido na chegada dos imigrantes ao município de Tabatinga (a 1.573 quilômetros de Manaus), Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e um protocolo, ambos emitidos pela Polícia Federal (PF).
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Ato contou com a participação de aproximadamente 1 mil pessoas, de acordo com a PM. Não houve confronto, nem casos de vandalismo.