MANAUS – “O T5 é uma bagunça. Falta estrutura, a pista é cheia de buracos, a iluminação é inexistente e, quando chove, há goteiras e poças d’água por todos os lados”. A afirmação é da universitária Jéssica Pinho, de 21 anos, moradora da zona Leste de Manaus e que usa diariamente o Terminal de Integração 5, localizado no bairro São José. Para amenizar os problemas reclamados por ela e outros milhares de usuários, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) anunciou a reforma dos pontos do transporte coletivo da capital.
Uma avaliação da apontou como urgente a necessidade de revitalização nos Terminais de Integração 3, 4 e 5 de Manaus. Nos locais, técnicos encontraram um cenário com depredação, problemas no pavimento, falta de sinalização e a ocupação de espaço pelos camelôs. “Atualmente, por causa dos buracos, quando chove, os ônibus passam com velocidade nas ‘crateras’ e quem está esperando acaba molhado”, lembra a estudante.
O resultado foi apresentado ontem (12) pela Prefeitura de Manaus, após um mês de estudos. De acordo com o Departamento de Engenharia e Arquitetura da SMTU, entres as obras necessárias está a recuperação das passarelas que estão ligadas às obras do Monotrilho e do BRT. Com as mudanças, as estruturas deverão seguir o design previsto para os novos projetos.
Os terminais de transporte coletivo que passarão por reformas emergenciais são: Terminal 3 – Cidade Nova, zona Norte; Terminal 4 – Jorge Teixeira, zona Leste; e Terminal 5 – São José, zona Leste.
Outros terminais
Já o Terminal 2, localizado no bairro Cachoeirinha, zona Sul, precisa de um trabalho mais aprofundado. De acordo com a Prefeitura, sua área não comporta as linhas atendidas e será projetado um arranjo interno de pistas para o novo terminal, de modo a favorecer o acesso mais rápido e seguro dos ônibus. A nova estrutura manterá a recomendação de entrada e saída únicas, dotadas de vigilância e controle permanentes.
De acordo com o Superintendente Adjunto da SMTU, Antônio Norte Filho, no Terminal 1, será feita uma reforma profunda, mas não a remoção do Centro. ”Retirar o T1 da Constantino Nery hoje seria retirar de Manaus um dos pontos mais importantes de integração física do transporte urbano, o que seria muito prejudicial à mobilidade urbana”, afirmou.
O T1 passará por uma readequação viária no trecho entre as ruas Ayrão e Leonardo Malcher.
“O estudo feito nada mais é do que uma radiografia dos equipamentos públicos expostos para a sociedade, afinal a integração dos meios de transporte público reveste-se de grande importância, pois não adianta só inaugurar, tem que prever manutenção”, lembrou Norte Filho.
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