RIO BRANCO – Iniciado em 2007, o trabalho de prospecção de gás e petróleo na região do Juruá está agora em sua reta final. Neste mês, têm início os trabalhos dos estudos de sísmica terrestre, um trabalho que significará um marco na emancipação socioeconômica de ribeirinhos, indígenas e demais comunidades do Acre.
Um longo caminho ocorreu até esta fase, com levantamentos aéreos, realizados de 2007 a 2008; levantamentos químicos de 2008 a 2010 e, por fim, a fase que inicia neste mês dos estudos de sísmicas terrestres. As áreas onde há evidencias de ocorrência de gás natural incluem os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, no Acre e ainda os municípios de Ipixuna e Guajará, do Amazonas.
O Ibama já expediu a Licença Ambiental que autoriza o inicio dos trabalhos para realização dos estudos sísmicos. Nesta licença, estão previstos todos os cuidados ambientais para a fase de operação dos estudos, desde a comunicação com a sociedade, a educação ambiental, os cuidados com os trabalhadores, a proteção da vegetação e da fauna. Na fase atual de prospecção no Acre, será gasto R$ 53 milhões de reais, sendo que R$ 37,2 milhões com contratação de pessoal, aquisição de insumos, alimentos, aluguéis de propriedades, pagamentos de impostos e indenização de propriedades.
De acordo com o governador do Acre, Tião Viana, a sísmica será concluída em 10 meses. A partir daí, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) estará pronta para promover a licitação para a prospecção. “Somente de Imposto Sobre Serviços (ISS) os municípios envolvidos da área do Juruá vão receber R$ 2,7 milhões”, revela o Governador do Acre Tião Viana.
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Investigação acontece, desde de 2012, na cidade de São Gabriel da Cachoeira.