MANAUS – A primeira parcela do 13º salário será paga aos servidores municipais e estaduais este mês de julho. Por parte do governo do Estado, 76 mil servidores, do Executivo e do Legislativo, que estão na ativa, receberão R$ 105 milhões (os aposentados recebem de forma fracionada, mensalmente, ao longo do ano). Já o município irá injetar cerca de R$ 36 milhões na economia local até o fim deste mês. O valor pago corresponde a 50% da média salarial. Ao todo, a economia do Amazonas terá aproximadamente R$ 141 milhões a mais.
A medida irá beneficiar 30.354 funcionários, entre estatutários, temporários e comissionados da Prefeitura. Aposentados e pensionistas não estão incluídos nesse total, conforme os dados da Secretaria Municipal de Administração (Semad).
“A medida antecipa o benefício aos colaboradores, como vem fazendo nos últimos anos. O montante expressivo de recursos deve auxiliar os lucros do comércio de Manaus”, afirmou o titular da Semad, José Antônio de Assunção. O pagamento da primeira parcela do 13º salário será efetuado juntamente com o salário deste mês.
No caso dos trabalhadores do Estado, a primeira parcela do 13º salário será paga no final de julho, junto com o crédito mensal. Eles receberão conforme o calendário de pagamentos do funcionalismo, que é feito por grupos. O primeiro grupo recebe no dia 24 e daí em diante, fechando no dia 31 de julho.
Maior consumo
Com este montante disponível, o comércio espera um maior consumo no mês de agosto. De acordo com o presidente da Assembleia Geral da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Gaitano Antonaccio, o impacto do 13º será sentido nas vendas. “Alguns acabarão por antecipar a compra dos presentes do Dia dos Pais, outros aproveitam o dinheiro a mais para limpar seu nome junto ao crédito. Tudo isto deve incrementar o comércio. Este adiantamento é maravilhoso, ainda mais com os problemas enfrentados pelo Centro, durante a maior enchente já registrada do rio Negro”, assinalou Antonaccio.
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Além da iniciativa das compras, o representante comercial estima aumento da população nas ruas centrais de Manaus. A expectativa dá-se à movimentação do novo Shopping Popular (Camelódromo), a reinauguração da Biblioteca Pública e a volta do Mercado Municipal (Mercadão).
Os lojistas querem com urgência a volta do Terminal da Matriz como local de circulação do transporte coletivo. Entretanto, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) e o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) afirmam que o fechamento do local como corredor de ônibus é irreversível.
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