MANAUS- Os médicos que aderiram ao movimento grevista da categoria devem retornar ao trabalho nesta quarta-feira (8). A contraproposta apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) à reivindicação feita pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) foi aprovada em assembleia da categoria, realizada na manhã desta terça-feira (7). Antes de ser levada para votação, a proposta foi discutida diretamente entre o governador Omar Aziz e a direção da entidade.
Com a aprovação das propostas, os médicos que haviam aderido à greve – aproximadamente 3% dos contratados pela rede estadual – devem voltar imediatamente ao trabalho. “A expectativa é de que o atendimento esteja 100% normalizado nas nossas unidades a partir da zero hora desta quarta-feira”, disse o secretário Wilson Alecrim.
Cinco pontos fazem parte da proposta aprovada pela categoria – assinatura imediata do Decreto de Enquadramento no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV); formação de uma comissão para reestruturar o PCCV com a correção de inadequações e envio das alterações ao Poder Legislativo em 60 dias; retirada da ação judicial que resultou na ilegalidade da greve; reposição dos dias não trabalhados; e 5,26% de reajuste imediatamente após aprovação do Projeto de Lei.
Wilson Alecrim considerou sensata a decisão da categoria de suspender o movimento e destacou que o enquadramento dos profissionais no PCCV vai gerar ganhos importantes. “Devemos desembolsar para os ganhos, retroativos a janeiro de 2010, aproximadamente R$ 6 milhões”, disse Alecrim. Segundo o secretário, a assinatura do Decreto de Enquadramento deve ser feita pelo governador Omar Aziz dentro dos próximos dias.
Após a publicação no Diário Oficial do Estado, os médicos terão 10 dias para recurso e após a finalização deste processo, os valores serão incluídos na folha de pagamento. O secretário disse que além dos ganhos imediatos, os médicos ganharão com a revisão do Plano. O documento deverá sofrer ajustes como a inclusão do tempo de serviço, item não contemplado na versão atual do PCCV.
Os médicos estavam em greve desde o dia 16 de janeiro e, embora a adesão ao movimento tenha sido pequena, cerca de 10 mil consultas deixaram de ser oferecidas e agora serão repostas para evitar maiores prejuízos à população.
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A greve aprovada em Assembleia Geral na manhã de hoje, será por tempo indeterminado.
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