13 de junho de 2012 - atualizado as 17:16

Médicos em greve por tempo indeterminado no Amazonas

Categoria do Amazonas estabeleceu prazo de 15 dias para ter reivindicações atendidas.

Redação - jornalismo@portalamazonia.com
Médicos em greve no Amazonas. Foto: Shutterstock

Médicos em greve no Amazonas. Foto: Shutterstock

MANAUS – O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) confirmou a paralisação da rede pública de saúde por tempo indeterminado. A greve foi determinada na noite desta terça-feira (12), durante a Assembleia Geral Extraordinária dos profissionais.  Cerca de 1,4 mil médicos estaduais e 1,1 mil municipais devem cruzar os braços.

A nova mobilização vem há exatos cinco meses da primeira paralisação da categoria, no Amazonas: a greve durou pouco menos de um mês. Os médicos retornaram às atividades no dia 08 de fevereiro.

A mobilização foi suspensa após conversa entre o Sindicato, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e o governador do Estado, Omar Aziz. Cinco pontos fizeram parte da proposta aprovada pela categoria – assinatura imediata do Decreto de Enquadramento no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV); formação de uma comissão para reestruturar o PCCV com a correção de inadequações e envio das alterações ao Poder Legislativo em 60 dias; retirada da ação judicial que resultou na ilegalidade da greve; reposição dos dias não trabalhados; e 5,26% de reajuste imediatamente após aprovação do Projeto de Lei.

De acordo com o presidente do Simeam, Mario Vianna, nova mobilização acontece porque os benefícios não foram concedidos nos prazos estabelecidos. “O direito à greve é um princípio constitucional. Como foi preciso usá-lo, assim será”, afirmou.

Mobilização nas redes sociais
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A decisão é fruto da mobilização nas bases da categoria, que se movimentam em todo Brasil, principalmente por meio das redes sociais. O objetivo é agregar médicos em torno de entidades de fato comprometidas com a luta da categoria.

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o crescimento no acesso aos planos de saúde não veio acompanhado do aumento no número de médicos, leitos e hospitais credenciados. A situação, de acordo com o presidente da entidade, Aloísio Tibiriçá, faz com que o tempo médio de espera para uma simples consulta chegue a três semanas. “Insatisfeitos com os honorários, os médicos estão selecionando ou deixando os planos de saúde. É menos gente ainda para atender”, destacou.

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