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14/09/2012 às 15:50 Hêmilly Lira - jornalismo@portalamazonia.com

Expedição percorre rios da Amazônia em caiaque

Ângelo Corso, Mario Vidal e Marcelo de Paula subirão pelo Rio Negro a bordo de um caiaque duplo

Ângelo percorrendo o Rio Amazonas de Caique. Foto: Ângelo Corso

Ângelo percorrendo o Rio Amazonas de Caique. Foto: Ângelo Corso

MANAUS – Em apenas um caiaque Ângelo Corso e Mario Vidal começam uma jornada pelos rios da Amazônia nesta sexta-feira (14). A “Expedição Amazônia” será documentada por Marcelo de Paula, responsável pela minissérie Almanaque Amazônia, que conta com a parceria do canal Amazon Sat

O carioca Ângelo Corso já tem certa intimidade com a região. O advogado largou a carreira para se dedicar às aventuras expedicionárias. Em 2009, ele fez a primeira expedição do Rio de Janeiro até a Amazônia. Foram 17 meses Brasil a fora. Corso percorreu 7.500 km em uma bicicleta e 2.500 km em um caiaque. Foi a primeira expedição solo a subir a remo o trecho Santarém-PA – Manaus-AM do Rio Amazonas contra a correnteza.

Encantado com a Amazônia, ele volta para realizar outra expedição. Ao portalamazonia.com, Corso disse que a aventura consiste em se embrenhar pela natureza com segurança e, principalmente, liberdade. “O Brasil ainda tem muito para descobrir sobre essa região. Abri o coração inteiramente para ela e me encantei”, ressaltou.

Um dos objetivos da expedição é agregar os valores culturais à conservação e preservação. É o caso do patrimônio ecológico que é a Amazônia, onde residem diversas comunidades indígenas e populações ribeirinhas, que tradicionalmente vivem com os recursos da floresta.

Para o esportista,  a vida em ‘cidade grande’ é muito corrida. “Muita coisa que está ao nosso redor passa despercebida. Por isso, nossa intenção é conhecer melhor a origem da floresta, por meio do povo que vive diretamente conectado a ela”, disse Corso.

Ângelo Corso. Foto: Arquivo Pessoal

Ângelo Corso. Foto: Arquivo Pessoal

Carga pesada

Do Rio de Janeiro à Amazônia foi transportada aproximadamente meia tonelada de equipamentos, entre caiaques, remos, coletes, roupas de neoprene, comida, fogareiro, mochilas, medicamentos, computadores, GPS, máquinas fotográficas e filmadoras, entre outros.

Cada integrante da expedição terá que carregar em sua mochila todo equipamento e suprimento necessário. “Queremos sentir o máximo de autonomia. Até porque estaremos muito longe da civilização, e provavelmente se precisarmos de socorro, este não virá tão rapidamente”, disse o esportista.

Percurso

Com previsão de aproximadamente 1.140 km, o percurso será realizado a remo, a pé e em embarcação regional. Angelo Corso, Mario Vidal e Marcelo de Paula subirão pelo Rio Negro, um dos maiores afluentes do Amazonas, em embarcação regional de Manaus (AM) até São Gabriel da Cachoeira (AM), fronteira com Venezuela.

De São Gabriel da Cachoeira, eles devem adentrar a floresta rumo ao Pico da Neblina (mais alto do País) em um trekking de aproximadamente quinze dias de ida e volta. “Mas, essa é uma previsão que ainda não confirmamos. Estamos tendo problemas com a liberação do percurso até o Pico”, antecipou Ângelo Corso.

No retorno do Pico da Neblina, a equipe seguirá remando pelo Rio Negro por mais 1.100 km em direção a Manaus.

Mapa do percurso. Foto: Ângelo Corso

Mapa do percurso. Foto: Ângelo Corso

Principais pontos explorados pela expedição

“Acreditamos que a graça da expedição é conhecer novas culturas, costumes e conhecimentos”, afirma Corso. A Expedição Amazônia vai passar por alguns pontos importantes para esse intercâmbio cultural. Dentre eles, os arquipélagos de Mariuá e Anavilhanas, considerados os dois maiores arquipélagos fluviais do planeta.

Novo Airão e um mergulho com os botos também estão na rota dos expedicionários. Todo o percurso permite a aproximação com esses mamíferos. Outro lugar da Amazônia que Ângelo, Mário e Marcelo passarão é por Barcelos, segundo maior município do Brasil.

Ainda em Barcelos, a equipe da expedição também vai explorar a Cachoeira do El Dorado, a mais alta queda d’água do País com mais de 353m de altura. A cachoeira está localizada a 211 km da sede do município de Barcelos, no Monte Tantalita na serra do Curupira.

O tempo de percurso, segundo Ângelo deve durar em torno de 50 dias. Questionado sobre a coragem de se aventurar dessa forma, ele diz que não está com medo. “Já me entendi com a Amazônia. Além do mais, tenho um companheiro de viagem (Mário Vidal) que é muito competente. Ele já foi guia turístico aqui na região, também na África, fala várias línguas e enfim, vamos saber nos virar”, respondeu.

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