MANAUS – O governador do Amazonas, Omar Aziz, esteve esta semana em Brasília, onde discutiu sobre o contrato com a Caixa Econômica Federal para a construção do monotrilho de Manaus. O projeto faz parte das medidas em mobilidade urbana apresentadas pelo Governo estadual para a Copa de 2014. Apesar de a hipótese de o modelo estar totalmente pronto até o Mundial de Futebol já ter sido descartada pela UGP Copa, o chefe do Executivo acredita que a obra da zona norte até a Arena da Amazônia será entregue a tempo.
A previsão do governador é que a assinatura do contrato com a Caixa saia até o fim deste mês de agosto. De acordo com a Agência de Comunicação do Estado (Agecom), a decisão foi tomada por meio da intermediação do Governo Federal junto ao banco. O prazo para a formalização do documento teria sido uma determinação do próprio ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Atualmente, o projeto para a liberação dos recursos ainda está sob análise da Caixa Econômica Federal.
Saiba mais:
Monotrilho de Manaus não estará totalmente pronto na Copa 2014
Tombamento do Centro Histórico muda trajeto do monotrilho de Manaus
Manaus deve iniciar obras de monotrilho ainda em 2012
O valor do empréstimo para o monotrilho é da ordem de R$ 1,4 bilhão. A partir do momento em que o contrato for assinado, começa o processo de liberação de verbas. O repasse desses recursos será gradativo, conforme o andamento das obras.
Em julho deste ano, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) já havia aprovado um Projeto de Lei que autorizava o Estado a financiar R$ 800 milhões para a construção do Monotrilho. À época, o coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa), Miguel Capobiango Neto, afirmou que a operação financeira aprovada é o segundo financiamento garantido pelo Estado para o modal de transporte coletivo que será construído na capital. A obra está orçada em R$ 1,460 bilhão.
O Consórcio Monotrilho Manaus responsável pela obra é composto pelas empresas CR Almeida S.A., Engenharia de Obras Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A., de engenharia, além da Scomi Engineering BHD, responsável pelo fornecimento da tecnologia e dos veículos que vão compor o monotrilho. Após a assinatura da ordem de serviço, no início deste ano, o grupo desenvolve o projeto executivo do modal, que consiste no detalhamento de toda a execução do projeto.
O projeto
O modelo de transporte público utilizado em cidades como Dubai está entre os projetos mais ousados e, ao mesmo tempo, mais criticados de Manaus. O plano é construir 20 quilômetros de trilhos, da zona Norte ao Centro da cidade, pelo valor já aprovado de R$ 1.460.495.221,56. Os favoráveis à proposta defendem o modelo como um dos mais modernos do mundo, com capacidade para transportar 200 mil pessoas por dia e com velocidade de até 80 km por hora. Já os críticos afirmam que a obra não atende às necessidades do manauara, demanda verbas em excesso e ainda esbarra na desapropriação do Centro Histórico.
Leia também:
Atrasos em mobilidade urbana preocupam Manaus e Cuiabá
A empresa atende hoje 17 empresas e a previsão é que se chegue a 32 com o fim das obras de expansão que começam em setembro.
Selo personalizado é composto por dois conceitos: o encontro das águas e referências visuais no sistema de fibras óticas e circuitos.