Brasília – O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) deverá entrar ainda hoje (24) com uma ação na Justiça, na tentativa de declarar ilegal a greve iniciada ontem (23) pelos trabalhadores da usina hidrelétrica. De acordo com o consórcio responsável pela obra, o caso já foi enviado ao Departamento Jurídico da empresa, e a expectativa é que ainda hoje a questão seja encaminhada, provavelmente no período da tarde.
O consórcio anunciou a medida em nota divulgada nesta segunda-feira (23). Segundo a nota, o consórcio informou que as reivindicações dos trabalhadores estão sendo feitas fora da data-base, fixada em outubro, e que “está tomando todas as medidas judiciais visando ao encerramento do movimento e ao retorno dos funcionários ao trabalho”.
Entre as reivindicações dos trabalhadores, duas ainda não foram atendidas: a redução do período de baixada [quando eles recebem uma folga de nove dias para visitar as famílias, com passagens pagas pelo CCBM] e o aumento do vale-alimentação dos atuais R$ 95 para R$ 300. O consórcio só acenou com um aumento de R$ 15.
Dos cerca de 7,7 mil trabalhadores, apenas 850 cumprem expediente nos serviços considerados essenciais para os alojamentos nos cinco canteiros da obra – principalmente nas áreas de saúde, água e esgoto, segurança patrimonial, alimentação, além de alguns eletricistas e pedreiros. Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), a manutenção dos serviços básicos “é uma exigência legal”.
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