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05 de janeiro de 2012 - atualizado as 12:40

Incêndio atinge três embarcações em Manaus

De madeira, os barcos de pesca estavam ancorados quando uma botija de gás explodiu.

Layanna Franco - portalamazonia@redeamazonica.com.br

MANAUS – Três embarcações pegaram fogo por volta de 10h30 desta quinta-feira (05), próximo à Feira da Panair,  zona Sul de Manaus. Os barcos de pesca, de madeira, estavam ancorados no momento do início do sinistro. Apesar de ter se espalhado rapidamente de um barco a outro, o fogo foi controlado e não deixou feridos. Para a Capitania dos Portos, irregularidades nas embarcações são as principais causas desse tipo de ocorrência.

Foto: Layanna Franco/ Portal Amazônia

Segundo o Corpo de Bombeiros, as causas dos incêndio ainda serão investigadas. Além de oficiais da coorporação, populares também ajudaram a conter o fogo antes da chegada dos bombeiros. As chamas atingiram as embarcações Capitão Margleisson II, São Francisco Canindé IX e outro barco, não identificado. Uma das três embarcações ficou totalmente destruída.

De acordo com um dos pescadores que trabalham na embarcação Capitão Margleisson 2 e estava no barco no momento do incêndio, Antônio Pinto de Souza, 54, os pescadores cozinhavam o almoço quando a botija de gás estourou. “Ainda tentamos jogar a botija no rio, mas o fogo já tinha se alastrado”, contou Antônio. Cinco pessoas estavam no barco no momento do incêndio. Os moradores desatracaram os barcos do cas, no Rio Negro, para tentar controlar o fogo.

Foto: Layanna Franco/ Portal Amazônia

Segurança

O incêndio é apenas um dos riscos que passageiros e tripulantes se expõe ao desrespeitaram as orientações da Capitania dos Portos. Segundo o comandante Paulo Brito, o excesso de passageiros e cargas, pessoas sem habilitação para conduzir embarcações, falta de coletes salva vidas e as condições precárias de higiene dos próprios equipamentos são algumas das principais irregularidades cometidas pelos tripulantes.

Para driblar as fiscalizações, os tripulantes utilizam as mais diversas alternativas. De acordo com  Paulo eles saem com o número permitido de passageiros mas param ao longo da viagem para pegar mais outras pessoas. Ainda conforme o comandante, as vistorias nas embarcações são realizadas a cada quatro anos. Estado físico do barco, condições de higiene dos coletes salva-vidas, e a qualidade do motor são alguns dos itens averiguados.

Caso os barcos estejam irregulares, eles são notificados e só são liberados após novas fiscalizações. De acordo com o comandante Brito a multa pode variar entre R$ 40 a R$ 3,2 mil reais.

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