MANAUS – O desperdício do pescado na capital amazonense será combatido. Esta é a promessa do titular da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra. Ele anunciou a ação durante uma entrevista coletiva na última quinta-feira (16).
Ao todo, cinco medidas serão adotadas para ampliar a luta contra o desperdício. A primeira é aumentar a quantidade de caminhões do Programa Peixe Popular. A segunda é colocar mais pontos de vendas em Manaus. O objetivo é facilitar o acesso aos consumidores.
A Sepror também vai alugar frigoríficos para armazenar o pescado. A quarta medida será colocar, temporariamente, outra balsa de desembarque no Porto do São Raimundo. Por último, a secretaria vai recolher o pescado que não pode ser comercializado – por estar abaixo do tamanho permitido para a pesca e inadequado para o consumo – e transformá-lo em farinha de peixe.
Todas as ações custarão cerca de R$ 1 milhão. “Há um excesso de pescado e não há como desembarcá-lo. Esse é o diagnóstico. A partir disso, estamos alugando balsas, por conta própria, no Porto São Raimundo. Estudamos a possibilidade de fazer o mesmo na região da zona Leste, no Puraquequara, para facilitar o acesso do peixe à população”, disse Bezerra.
Governo x Prefeitura
As medidas da Sepror vão ao encontro da Lei Municipal de Manaus, que estabelece como único ponto de embarque, desembarque e comercialização de peixes na capital a Feira da Panair (compreendendo 50 metros à esquerda e à direita do terminal improvisado), que opera de meia-noite às 07h. A lei está em vigor desde o dia 09 de junho de 2005.
“Estamos invocando o princípio constitucional de gestor integral do setor para tomarmos as medidas complementares àquelas que eventualmente a Prefeitura já tenha tomado”, afirmou Eron Bezerra.
O Terminal Pesqueiro de Manaus já consumiu mais de R$ 19 milhões e tem capacidade de armazenar apenas 200 toneladas de peixe, menos de 5% do total produzido na safra do pescado, que alcança seu auge em setembro, com 4,5 mil toneladas. A obra já foi concluída, mas até agora nenhuma autoridade está responsável pelo local.
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