MACAPÁ – Autoridades estaduais e a Defensoria da União estiveram reunidas na última semana para discutir estratégias de prevenção de acidentes com o eixo do motor de embarcações de pequeno e médio porte na Amazônia. A proposta é envolver o maior número de parceiros possíveis com o objetivo de reduzir ou erradicar esse tipo de acidente nos rios da região, com foco inicial para os estados do Amapá e do Pará.
De acordo com a coordenadora do Projeto de Erradicação do Escalpelamento, defensora federal da União, Luciene Strada, desde 2011 o Amapá não registra nenhum caso de escalpelamento, “porém as campanhas devem ser mais agressivas e ocorrer de maneira contínua, haja vista que ainda existe muita resistência de ribeirinhos quanto ao uso da cobertura do eixo do motor”, destacou.
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Ela destacou ainda que mesmo com as campanhas preventivas, os acidentes de continuam ocorrendo. O Estado do Pará já registrou dois casos de escalpelamento este ano e as vítimas estão recebendo atendimento médico no Hospital de Emergência, em Macapá.
A proposta é definir metas consensuais de interesse os estados do Pará e Amapá, incluindo, o reforço da bancada de deputados estaduais, federais e de senadores do dois estados, a fim de sensibilizar o governo federal na efetivação de campanhas mais consistentes e contínuas de combate ao escalpelamento.
No Amapá, por exemplo, as ações de prevenção ao escalpelamento por embarcação acontecem envolvendo parceiros como a Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (SIMS) e Associação de Mulheres Ribeirinhas e Vítimas de Escalpelamento da Amazônia (Amrevea).
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