A Secretaria Estadual de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) anunciou a implantação de três bases de policiamento de fronteira nos municípios de Vilhena, Cabixi e Pimenteiras do Oeste, localizados no Sul de Rondônia.
As Unidades de Fronteiras (Unifron) devem atender às necessidades de vigilância que os três municípios enfrentam em razão de estarem em pontos estratégicos de divisa com outros estados. De acordo com o chefe do Grupo de Operações na Fronteira (Gesfron), capitão Marcos Freire, o município de Pimenteiras do Oeste é o que mais necessita de vigilância.
“Pimenteiras tem uma grande área de fronteira, que inclusive faz divisa com a Bolívia. A implantação de uma base lá vai ser de grande valia para a segurança do estado” observou.
Segundo Freire, das três bases previstas para serem instaladas, a de Vilhena deve ser a primeira a ser entregue. “Vilhena é uma cidade pólo e os tramites da Unifron do município já estão bem adiantados com previsão de entrega em meados do próximo ano”. As demais bases devem ser concluídas até o final de 2013.
Todo o policiamento que vai atuar nas unidades de fronteira será lotado integralmente nos locais destinados. De acordo com o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar de Vilhena, o coronel Paulo Gonçalves, na área de atuação do batalhão, que compreende sete municípios, só há um policial treinado para missões em fronteira.
“Os policiais que ficarão nas bases terão que vir de outros municípios, pois eles precisam ser treinados”, comentou.
Monitoramento atual
Enquanto as Unifrons não são implantadas, o monitoramento das fronteiras, de acordo o comandante Gonçalves, é feito pelas quatro companhias do batalhão, tendo duas instaladas em Vilhena, uma Colorado do Oeste e outra em Cerejeiras. “As companhias realizam um trabalho de policiamento rural intensificado para evitar confrontos de invasão de terras nas áreas de divisa e nos interiores dos municípios”, explicou.
Auditorias vão gerar relatório para criação de plano de ação para as unidades. O plano será monitorado por cada TCE.
Em cinco dias de operação, comunidades receberam tratamento médico, odontológico e vacinas. Eficiência de atendimentos questiona compromisso do governo em levar saúde ao interior.