Portal Amazônia » Notícias » Matéria

amazonia

25/01/2012 às 18:13 Juçara Menezes - portalamazonia@redeamazonica.com.br

Amazonas dá prazo até dezembro para entregar obras de 15 portos no interior

Omar admitiu haver questões técnicas, de projeto executivo e condições climáticas para impedir o andamento das obras.

Foto: Juçara Menezes/Portal Amazônia

MANAUS – Quinze portos em menos de 12 meses. A meta, anunciada na manhã desta quarta-feira (25) pelo governador do Amazonas, Omar Aziz, é entregar até dezembro todos os terminais hidroviários atualmente em obras no Estado. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Estaleiro Rio Negro (Erin), onde é montado o Porto de Codajás, denunciado por ser, supostamente, uma obra fantasma.

Em entrevista à imprensa, Omar admitiu haver questões técnicas e de projeto executivo, além das condições climáticas, para impedir o andamento das obras. “Não há como fazer terraplanagem agora, pois seria irresponsabilidade. É o mesmo que tentar fazer uma calçada; o cimento não vai secar”, exemplificou. Ainda assim, o governador declarou que nenhum desses fatores atrasariam as obras.

Foto: Juçara Menezes/Portal Amazônia

Para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a causa para o atraso dos portos deve-se, principalmente, aos problemas na prestação de contas. De acordo com a Assessoria do órgão, foram constatadas diferenças entre os contratos e as etapas entregues nos portos. Além disso, o Estado teria recebido R$ 200 milhões dos R$ 261 milhões destinados às obras, mas o Governo do Estado apresentou contas somente no valor de R$ 41 milhões.

Sobre a denúncia referente ao porto de Codajás não haver saído do papel, o Ministério dos Transportes emitiu nota onde declara que cobra soluções para o término das obras no interior. A pasta declarou ainda que o problema nos atrasos da entrega desses terminais “vem se arrastando desde 2005″, causados por problemas de execução por parte da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Questionado sobre a possibilidade de perder a administração dos portos, o governador declarou desacreditar na medida. “Para nós seria ótimo, mas é impossível. Pode até começar pelo Porto da Ceasa”, ironizou.

COMENTÁRIOS