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29 de junho de 2012 - atualizado as 14:03

Afetados pela enchente dos rios no Amazonas buscam retomada

Para ter acesso ao financiamento emergencial, os profissionais devem estar adimplentes ao Banco da Amazônia (Basa).

Emily Araujo - Jornal do Commercio
Enchente no Amazonas. Foto: Chico Batata/Agecom

Enchente no Amazonas. Foto: Chico Batata/Agecom

MANAUS – As propostas para renegociação das dívidas para agricultores e pecuaristas no Amazonas somam mais de 20 mil procedimentos. De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faea), Muni Lourenço Silva Júnior, o objetivo é aproveitar o período de vazante para replanejar a produção.

O dinheiro disponibilizado pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) soma R$ 350 milhões de incentivos para o Norte do país. Destes, a expectativa é que o Amazonas garanta, pelo menos, R$ 200 milhões. Para o representante, as regras se adequam melhor aos produtores e permitem que os mais afetados pela cheia possam recorrer a novos empréstimos.

Para ter acesso ao financiamento emergencial, os profissionais devem estar adimplentes perante o Basa e, por isso, a urgência em adaptar as linhas de negociação. Os sindicatos rurais do Amazonas continuam se reunindo para esclarecer dúvidas sobre a linha de crédito emergencial para agricultores e pecuaristas. Nesta sexta-feira (29), a Faea e o Banco da Amazônia mobilizam mais produtores a fim de incentivá-los a renegociar suas dívidas.

Situação no interior

Atualmente, a situação ainda é crítica em algumas cidades do interior. O comportamento das águas varia de acordo com a região. Segundo Muni Lourenço, o Alto Solimões é onde as águas têm recuado de maneira mais rápida.

Com a vazante, os agricultores de várzea começam a receber as primeiras sementes. A Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) já estão disponibilizando sementes de milho. “A preocupação, agora, é que a quantidade seja distribuída em maior quantidade”, diz.

Outro problema superado está relacionado à quantidade de casca de soja disponibilizada pela Hermasa (com sede no município de Itacoatiara) para os pecuaristas. Até dois meses atrás, a produção limitava-se a 30 toneladas por dia. Hoje, a produção já chega a 60 toneladas e, além disso, favoreceu o produtor no sentido que barateou o farelo. Se antes a saca saia por R$ 30, hoje compra-se direto da fábrica por R$ 12,50.

Danos

Com a descida das águas, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra) anuncia que já está em atividade nas áreas mais afetadas do Amazonas. Uma equipe de engenheiros e topógrafos está no município de Autazes para fazer um levantamento dos estragos.

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