PORTO VELHO - Conhecido mundialmente pelas pesquisas que realiza sobre doenças tropicais, o pesquisador Luiz Hidelbrando lançou, em Porto Velho, o livro de crônicas.
Comunista assumido, Hidelbrando foi demitido da USP-SP durante o golpe militar e exilado na França, onde se tornou diretor do Departamento de Biologia Molecular e Imunologia do Instituto Pasteur por mais de 30 anos.
De volta ao Brasil em 1997, professor estabeleceu-se em Rondônia no ano seguinte para estudar na Amazônia maneiras de utilizar os recursos naturais da floresta, transformando a flona e fauna em grandes aliados para o desenvolvimento sustentável da região.
Há mais de uma década estudando a região, Hildebrando afirma que a malária não é maior preocupação em Rondônia. “Nesses anos de pesquisa temos notado o aumento da mortalidade infantil. Doenças respiratórias, hepatites e a malária só tiverem reincidência com a construção das hidrelétricas”, destacou o professor.
Em muitas páginas do livro, o pesquisador enaltece os trabalhos na região amazônica, onde destaca as pesquisas realizadas no laboratório Instituto Chico Mendes de Biodiversidades (ICMBio) associado a Fundação Osvaldo Cruz ( Fiocruz). “Temos um dos melhores centros de pesquisas do Brasil. Nossos equipamentos tecnológicos são de primeira linha”, finalizou.
O livro também destaca as histórias da época em que o pesquisador foi obrigado a abandonar o Brasil, para morar na Europa.
Realizado no sábado, pela Secretaria de Estado de Educação, o evento integra s ações do Pacto pela Educação do Pará.
Ao todo, 400 músicos compõem o item número 3 do bumbá azul e branco. Próxima edição da festa será em Manacapuru.