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08/09/2012 às 9:30 Portal Amazônia, com informações da Agência Pará

Passe oito dias e sete noites no Pará

O Pará oferece, hoje, cinco principais segmentos turísticos: natureza, cultura, sol e praia, eventos e negócios.

Foto: Jean Barbosa/ Paratur

Foto: Jean Barbosa/ Paratur

BELÉM - Uma obra-prima da Amazônia, o Pará encanta pelas ricas manifestações culturais, gastronomia exótica e belezas naturais. Tudo isso pode ser vivenciado nas seis regiões turísticas que formam o Estado: Belém, Marajó, Tapajós, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins e Xingu.

O Pará oferece, hoje, cinco principais segmentos turísticos: natureza, cultura, sol e praia, eventos e negócios. A cultura, por exemplo, é refletida em inúmeros eventos nos 144 municípios do Estado. Carimbó, Siriá, Lundu, Retumbão, Calypso, Tecnobrega e tantos outros ritmos fazem do povo um dos mais festivos do Brasil.

Confira as dicas da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), para passar oito dias e sete noites em três regiões do Pará: Belém, Marajó e Tapajós.

Foto: Luiz Braga/ Paratur

Foto: Luiz Braga/ Paratur

Belém

A síntese da Amazônia brasileira. Fundada em 1616, a capital paraense simboliza a integração da Amazônia ao território brasileiro e é a cidade que melhor reflete a identidade amazônica em sua paisagem e em sua cultura. Seu conjunto histórico e arquitetônico guarda os registros de outros tempos e é palco de tradições da cultura viva, mas também um centro de produção do conhecimento e de novas formas de expressão cultural e linguagens artísticas.

1ª dia

Ao chegar a Belém, o Pará convida logo pela manhã, a visitar o Mangal das Garças – parque ecológico onde são reproduzidos os diferentes ambientes da flora amazônica e que integra o Borboletário, o Farol de Belém, o Mirante do Rio e o Museu Amazônico de embarcações típicas.

No almoço, a cidade oferece excelentes e inúmeros restaurantes com destaque para gastronomia paraense que é reconhecida pelo exotismo dos sabores e a sofisticação dos ingredientes típicos da Amazônia.

Já no fim da tarde, a opção é um passeio fluvial pela baía do Guajará e rio Guamá, para ter uma vista panorâmica da cidade de Belém, com as ilhas, e as diferentes embarcações.  A cidade possui muitas janelas para o rio, como a Estação das Docas, Complexo Feliz Lusitânia e Portal Amazônia.

 

Foto: Luiz Braga/ Paratur

Foto: Luiz Braga/ Paratur

2ª dia

No segundo dia, levante bem cedo, e após tomar café no hotel siga rumo ao Complexo Ver-o-Peso que tem sua origem no período colonial e é considerado um dos mais antigos mercados em funcionamento no Brasil, e o primeiro da Amazônia. Na feira, localizada no Centro Histórico, é possível conhecer e comprar os mais diferentes produtos extraídos da floresta e dos rios amazônicos.  Depois, você pode percorrer as ruas onde Belém nasceu e por onde se expandiu, para identificar os diferentes momentos que a capital vivenciou e que são revelados por espaços como Forte do Presépio e o Museu do Encontro, Catedral da Sé, Teatro da Paz, Parque da Residência entre outros.

À tarde, visite o Museu Paraense Emílio Goeldi, a mais antiga e mais conceituada instituição dedicada à pesquisa da Amazônia e de seus povos, onde exposições temporárias apresentam as muitas faces do seu acerco (etnografia, botânica, fauna, entre outros).

Jante no hotel desfrutando da música paraense, para ouvir e dançar alguns dos muitos ritmos criados e reinventados em Belém.

Foto: Luiz Braga/ Paratur

Foto: Luiz Braga/ Paratur

Pela manhã, às 6h30, a viagem pelo Pará segue para a ilha do Marajó, maior arquipélago fluvial e marítimo do mundo localizado na confluência do oceano Atlântico e a foz do rio Amazonas. Possui um complexo hidrográfico formado por inúmeros canais, furos, igarapés e lagos, onde a variação de maré superior a 3 metros é um elemento determinante de sua paisagem singular. O patrimônio cultural do Marajó remonta aos seus habitantes originais, os marajoaras, considerados como um dos grupos humanos mais antigos da Amazônia com registros que datam do século V, e reconhecidos pela extraordinária produção ceramista.

O percurso cruza as baías do Guajará e do Marajó e dura aproximadamente 3 horas nas embarcações tradicionais da região.

 

3ª dia

No terceiro dia no Pará, passeie pelos principais municípios marajoaras, Soure e Salvaterra, conhecendo o centro das cidades, as maravilhas dessa ilha.  Em Salvaterra, visite a histórica vila de Joanes, sítio arqueológico do período colonial, e pela Praia Grande, para observar o dia a dia da comunidade, com tempo para banho e almoço nos restaurantes da ilha.

À tarde, descubra os encantos de Soure, observando o centro da cidade, os casarios antigos que ainda sobrevivem ao tempo. Depois desse maravilhoso passeio, retorne ao hotel no fim da tarde. Observe a singularidade do lugar: búfalos caminham tranquilamente pela cidade, servem de meio de transporte e até como montaria para garantir o policiamento dos municípios. Á noite, se delicie nos banquetes marajoaras nos restaurantes da ilha. Não deixe de experimentar os pratos típicos: frito do vaqueiro, filé marajoara, feitos com carne, queijo e outros derivados de búfalo. Peixes e frutos da região também são muito saborosos.

 

Foto: Luiz Braga/ Paratur

Foto: Luiz Braga/ Paratur

4ª dia

No quarto dia de viagem pelo Pará conheça a comunidade e a praia do Pesqueiro, onde o visitante pode relaxar, tomar banho e almoçar. Reserve a tarde para visitar uma típica fazenda marajoara.  A São Jerônimo, por exemplo, já foi cenário de reality show, ensaios fotográficos, documentários, reportagens diversas e oferece de tudo um pouco: trilhas na floresta e nos mangues, canoagem pelo rio, cavalgada, passeio de búfalos, com uma paisagem rica em flora e fauna,  igarapés, mangues e exóticas praias desertas. Tome uma água de coco oferecida pelos fazendeiros e deleite-se com as águas mornas da praia, com o privilégio de estar à beira do rio, mas na esquina do oceano.

5ª dia

Aproveite seu último dia no Marajó e faça visitas em ateliê de cerâmica e ao Centro de Processamento do Artesanato do Couro de Búfalo. Depois, retorne ao Porto do Camará e embarque de volta para Belém.

6ª dia

Foto: Arquivo/ Paratur

Foto: Arquivo/ Paratur

Em seu sexto dia no Pará, pegue um avião em Belém e siga para a região do Tapajós, onde a dica é conhecer o município de Santarém. Sua primeira parada é na bucólica vila de Alter-do-Chão, considerada uma das mais lindas paisagens da Amazônia. No verão amazônico, julho a janeiro, quando chove menos na região, as águas do Tapajós baixam, revelando praias de areias brancas e condições excepcionais para o banho de rio. Na vila é realizada uma das mais antigas e tradicionais festas amazônicas, o Sairé, cuja origem remete ao período colonial e ao sincretismo entre  rituais indígenas e o credo católico.

No local, há confortáveis hotéis que oferecem estrutura e conforto associados ao clima agradável de quem está à beira do rio, em plena floresta amazônica, mas com toda a tecnologia necessária. Deixe sua tarde livre para descanso, banho de rio ou passeio na praça da vila, onde há lojas que comercializam artesanato produzido por várias comunidades ribeirinhas e tribos indígenas da região. Os municípios de Belterra, guardião da história do ciclo da Borracha e Oriximiná, com diversas etnias indígenas, são fonte dessa produção, que também é oriunda de Santarém. Um exemplo são as cuias pintadas de Aritapera, candidatas à patrimônio cultural do Brasil.

No jantar, peixes da região, especialmente o tucunaré, costelas de tambaqui, bolinhos de piracuí, omelete de aviú, dentre outros sabores. Na recepção dos hotéis, há bons guias com os melhores restaurantes.

 

Carimbó, ritmo típico do Pará. Foto: Luiz Braga/ Secom Pará

Carimbó, ritmo típico do Pará. Foto: Luiz Braga/ Secom Pará

7ª dia

Na manhã do sétimo dia, atravesse o Lago Verde em catraia (canoa tradicional da região) em direção a Serra da Piroca. Neste lago os antigos habitantes da região, os índios Borari, retiravam a pedra para a produção do muiraquitã, um amuleto verde em forma de sapo, que hoje é um dos símbolos da cultura amazônica. Caminhe por aproximadamente 1 hora até o topo da serra, de onde é possível ter uma espetacular visão do rio Tapajós. De lá, siga até a Floresta Encantada, onde rio e floresta se misturam de forma incrível. A variedade de espécies nativas é espetacular, crescendo e se desenvolvendo mesmo com as raízes submersas. Aprecie o silêncio do lugar, cortado apenas pela sonoridade do encontro do rio com a floresta, o canto das aves e a brisa suave. Se estiver chovendo, proteja-se, mas não deixe de apreciar esse espetáculo à parte, que também é encantador.

Uma das opções é almoçar na praia do Amor, onde turistas do mundo todo apreciam a água esverdeada e fria, o sol brilhante e ainda um delicioso cardápio regado a diversos tipos de peixes.

Ao fim do passeio, retorne à Vila de Alter do Chão e se ainda tiver pique, após o descanso, aprecie a noite, embalada a muitos ritmos e sons paraenses, nos restaurantes, praças e lanches da orla. Os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, personagens do Sairé, inspiram a musicalidade do lugar.

 

Polo Araguaia – Tocantins Foto: João Ramid/ Secom Pará

Polo Araguaia – Tocantins Foto: João Ramid/ Secom Pará

8ª dia

No oitavo e último dia em terras paraenses, o destino agora é Belterra, uma vila operária do começo do século XX construída pela empresa americana Ford, para sediar a experiência do plantio de seringueiras para a produção de látex. O projeto foi desativado logo após a 2ª Guerra, mas a arquitetura e o urbanismo da cidade sobreviveram, hoje reconhecidos pelo (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio nacional.  Estenda a viagem até a comunidade de seringueiros do Maguari na Floresta Nacional do Tapajós (Flona) e volte a Santarém para o almoço.

Ainda é possível fazer um city tour pela parte histórica da cidade de Santarém, para conhecer o seu casario, praças e lojas de artesanato onde se encontram as cestarias das tribos indígenas da região, as cuias pintadas de Aritapera e outras regiões, além da cerâmica tapajônica e biojóias.

A região do Tapajós guarda importantes unidades de conservação, que garantem a preservação da floresta densa de terra firme e sítios arqueológicos com registros de antigas civilizações que habitaram a região antes da chegada dos portugueses, com destaque para a cultura tapajônica, com sua sofisticada cerâmica.  Aprecie também a paisagem da orla da cidade, com centenas de barcos coloridos aguardando os passageiros que passam por Santarém com destino a vários lugares do mundo.

Rrica em paisagens, a região do Tapajós encanta.  Também é inesquecível ver, em frente à cidade de Santarém, o encontro das águas escuras e barrentas do rio Amazonas com as águas esverdeadas do Tapajós. Espetacular é o fato de que esses rios se encontram, seguem lado a lado por muitos quilômetros, mas suas águas nunca se misturam. Esse espetáculo pode ser visto no Mirante do rio Tapajós.

À noite, faça seu deslocamento para o aeroporto de Santarém, em seguida para Belém, de onde você retorna ao seu destino levando inesquecíveis imagens, lembranças de que o Pará, é uma obra-prima da Amazônia.

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