MANAUS – A época da borracha foi uma das fases mais prósperas para o Estado. Símbolo desta era é o Centro Cultural Palácio Rio Negro (CCPRN). Hoje é um patrimônio cultural do Estado do Amazonas, mas o lugar, com mais de um século de vida, já foi usado de diferentes maneiras. Governadores, Chefes de estados e outras personalidades importantes já passaram pela Mansão. Atualmente, ele é aberto para visitação pública de segunda a sexta, das 9h às 14h.
A obra centenária é uma ótima opção para quem quer conhecer da história da região, e conhecer um mundo cultural inteiramente rico. Durante as visitações, as pessoas são acompanhadas por instrutores bilíngues podem conhecer as salas que homenageiam os antigos governadores amazonenses, as exposições existentes e ainda têm acesso ao Mirante, onde podem ter uma vista privilegiada de Manaus, enxergando a beleza das árvores em meio ao progresso da cidade, o Parque Senador Jefferson Pérez e o próprio Rio Negro também estão no alcance de quem resolver subir à Torre.
As Seguintes salas estão no tour de visitação:
Sala Governador Silvério Nery
O espaço de 24m² também é conhecido como sala VIP. A sala é utilizada quando o governador atuante recebe visitas oficiais de autoridades.
Sala Governador Antônio Bittencourt
O local de 37m² é reservado a exposições temporárias de artes plásticas, fotografias, pinturas, esculturas, desenhos e instalações.
Salão Nobre Governador Pedro de Alcântara Bacellar
Com uma área de 62m², o Salão Nobre se transformou em uma sala multimídia destinada a espetáculos de música, palestras e reuniões oficiais, podendo ser adequada de acordo com a proposta do evento.
Sala Governador Ephigênio Salles
Com a pequena disposição de 16m², a saleta também é destinada a exposições temporárias de fotografias, pinturas e esculturas.
Sala Governador Eduardo Ribeiro
A área de 46m² é destinada a uma exposição permanente composta pela mobília da época de estilo manuelino. É também usada como gabinete despachos do Chefe Executivo Estadual.
Sala Governador Jonathas Pedrosa
A sala de 24m² mantém uma exposição permanente de fotos dos governadores do Estado do Amazonas.
Sala Governador Álvaro Maia
Conhecida também como Sala Memória, com um espaço de 40m², abriga uma mostra permanente com mobiliário antigo em estilos manuelinos, português e inglês.
Sala Governador Leopoldo Neves
Em 21m², uma exposição de mobília imperial com peças de estilo oriental compõem a decoração enquanto o palácio foi sede do Governo e residência oficial dos chefes de estado.
Sala Governador Plínio Coelho
Nos poucos 18m² de área, a exposição “O Poder Executivo nas Constituições do Estado” retrata as constituições criadas ao longo da história e suas conseqüências no poder executivo do Amazonas.
Sala Governador José Lindoso
Com 21m² à disposição da exposição permanente “Símbolos do Estado do Amazonas”, o espaço destaca os emblemas estaduais em painéis de leitura de forma didática.
O Palácio Rio Negro também pode ser disponibilizado para eventos. O Salão Nobre, as Varandas inferiores e superiores e os jardins estão na lista dos locais disponíveis para serem locados.
A história de um palácio
O Palacete Scholz, como inicialmente foi chamado, foi construído em 1903 para servir de residência particular do comerciante alemão de borracha, Karl Waldemar Scholz. Os negócios do Sr. Scholz foram interrompidos a partir de 1911, devido à concorrência de produção gomífera na Ásia e também com a interrupção das linhas de navegação entre Manaus e Hamburgo, causada pela 1ª Guerra Mundial. Na tentativa de salvar sanar dívidas, ele hipotecou o palacete em 400 contos de réis ao seringalista Luiz da Silva Gomes. Posteriormente, Luiz arrematou o palácio em leilão.

Governadores, Chefes de estados e outras personalidades importantes já passaram pela Mansão. Foto: Divulgação/SEC
Primeiramente, o palácio foi alugado ao Estado durante o governo do Dr. Pedro de Alcântara Bacellar. Mas só foi em 1918 que ele passou a ser chamado de Palácio Rio Negro, quando o governador o adquiriu por 200 contos de réis. Mais tarde, de 1918 a 1959 o local serviu de Sede do Governo e de residência dos governadores. Em 1980, foi tombado como patrimônio histórico, sendo reformado e restaurado. Em 1997, devido à sua beleza e relevância arquitetônica, foi transformado em Centro Cultural pelo Governo do Amazonas.
Confira a Galeria de Imagens do Palácio Rio Negro:
Nas primeiras ruas de Belém, construções portuguesas dos séculos 17 e 18, mostram estilos arquitetônicos como o neoclássico do italiano Antonio Landi.
Lençóis Maranhenses e Chapada das Mesas são destaques no turismo local pela inigualável beleza
Trilha ecológica, cachoeira, fonte para pesquisas acadêmicas. Comunidades em reserva indígena no estado, conquistam turistas do mundo todo com o turismo ecológico e cultural.
Pesquisa do Instituto Fecomercio com visitantes nacionais e estrangeiros revela o perfil do turista em terras amazônidas