Estes dias, como um simples observador no evento do Clima e Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, mostram-nos que há uma grande confusão entre os dois eventos. Boa parte dos meios de comunicação, pessoas comuns, e mesmo técnicos da área, discutem os dois como iguais, da mesma raiz, com mesmos objetivos. Não são, definitivamente.
Antes de diferenciá-los, diga-se que a única coisa em comum é que estão ocorrendo na mesma cidade e de que discutem o mesmo problema. Mas param por ai.
Primeiro, há de se dizer que a Rio+20 é aum evento da da Organização das Nacões Unidas (ONU) que reune os Chefes de Estados . É encontro político e técnico (um pouco menos deste último).
Tentam um acordo para regras que mostrem como usar os recursos naturais sem comprometer seus estoques para próximos anos. Como se sabe, há problemas sérios com o uso demasiado do meio ambiente para produção de bens de consumo. Há, portanto, de esbelecer formas justas em seu uso.
Paz, amor e alimento saudável
Já a Cúpula dos Povos diz respeito à resposta que tem o povo e a sociedade civil, para os problemas que o mundo enfreta quanto ao meio ambiente. A diferença é que este grupo busca um formato de solução que não passa pelos mesmos corredores que os chefes da Rio+20.
No geral, são representantes de gente que se indigina com o capitalismo, com as grandes empresas, celabram a paz, harmonia e um mundo que – se de fato fosse possível – seria maravilhoso. Tem gente muito bem informada, certas das limitações das propostas, mas também gente que mau sabe porquê alé está. Faz parte de um grande evento como este.
O que é a economia verde?
Um ponto que os dois encontros sao radicalmente contra é a respeito da economia verde, sendo, pois, um dos principais temas discutidos nestes dias. Trata-se de formas de ganhar dinheiro com atividades que ajudem a natureza, e ao mesmo tempo, gerem lucros – um exemplo é uma empresa que venda placas de producao de energia solar, ou então uma cooperativa que faça coleta, separação e reciclagem de lixo.
Para os chefes de Estados da ONU é fundamental incorporar tal abordagem para a nova economia. Diga-se, aliás, que isso é ainda mais importante em momento que há crise na economia da Europa e Estados Unidos.
Por sinal, este foi o principal fator que fez com que nao haja um acordo ambicioso quanto aos acordos: faltaria dinheiro para honrar os compromissos. Para muitos o dinheiro viria destas novas oportunidades que os riscos ambientais trariam, isto é, fazer do limão uma limonada.
Ja para os povos da Cúpula a economia verde nao resolve os problemas que vivemos. Teríamos, ainda, concentracao de renda, injustiça social e degradação ambiental em outras frentes. Nao estao totalmente errados.
Exageros
O que parece é que há exageros dos dois lados. A Cúpula prega saídas que, no mundo real, nao fazem sentido. Acabar com capitalismo, destruir as empresas frutos daquele sistema e voltar à sociedade quase agrárias, sao ideias que nao levam a nada (para nao dizer vazias).
Além do mais, a sociedade que hoje experimentamos – com a população que temos, precisando cada vez mais de alimento, água e consumindo – não iria muito longe com a destruição, total, das redes que hoje nos amparam.
Por seu turno, os líderes da Rio+20 nao ouvem os apelos dos povos e da ruas. Evitam compromissos, e na grande parte, pensam apenas em eleições e em seus problemas. Nao acreditam nos sinais que claramente estao por toda parte.
Somar mais do que dividir
Um mundo ideal seria agregar os ideais socioambientais: dos grupos que lutam contra a concentracao de riqueza nas mãos de poucos e as boas ideias que vem da economia verde.
Sim, embora com sinais de capitalismo, há muita tecnologia que advém de grandes empresas que podem gerar bons resultados. Basta dar uma olhada nas inovações de energia lima (do vento ou solar, elas dependem de tecnologia, de pesquisa e de dinheiro).
Chegamos num ponto onde não se pode mais pensar em dividir, ou apenas dizer que os outros estão errados. É momento de agregar, somar, unir. As boas ideias dos dois grupos podem fazer a diferença.
Oi Rebeca, obrigado pelo seu gentil comentário. Além de ter pegado o "espirito da coisa", mostra ter sensibilidade para uma compreensão mais elaborada! Abraços!
Adorei a forma que você se expressou Ronaldo, bem colocado sua opinião. O importante e estarmos informado, e que seja de uma forma clara e exemplificada fica mais fácil para qualquer pessoa leiga entender alias o mundo se pergunta no momento o que seria a Rio+ 20?? Parece desenho...rss , vamos divulgar...abraço
Oi Leandra, obrigado pelo comentário. Você tem razão, de fato nao aprofundei com a análise que o tema pede. Num primeiro momento até parece genérico e geral. Por outro lado, a ideia do Blog é trazer uma análise a todos, incluindo quem nada entende sobre o tema. Logo, aprofundar, ser "menos simplista" não somente complica como nâo ajuda no entendimento. Caso queira, podemos trocar ideias mais elaboradas sobre o texto base da Rio+20, bem como ourtos temas mais complextos que envolvem as mudanças do clima e questões ambientais. Abraços
Que análise simplista e com argumentos simplórios. Texto genérico sem dizer nada tal qual o documento oficial da Rio+20.
Parabéns Ronaldo pelo artigo, penso da mesma forma e encontrar um solução que agrada a gregos e troianos não é fácil, só espero que esse documento não seja um cavalo de tróia.