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07 de fevereiro de 2012 - atualizado as 10:53

Reflexões sobre o uso do Cinema na Educação Médica

Pablo González Blasco

O artigo “É possível humanizar a Medicina? Reflexões a propósito do uso do Cinema na Educação Médica”, de minha autoria, foi publicado na revista O Mundo da Saúde, v. 34, n. 3, do período de julho/setembro de 2010.

Veja o resumo a seguir e faça o download do artigo em PDF.

A questão central do presente artigo traduz-se numa pergunta: É possível humanizar a Medicina? A já longa experiência que o autor possui no uso do Cinema na Educação Médica –em âmbito nacional e internacional- brinda elementos para responder essa questão vital. E a resposta chega desdobrada, a modo de fatorial de um produto, em outras questões menores e nas correspondentes respostas.

Em primeiro lugar: O que é preciso humanizar? Projetos de humanização que não atingem a pessoa, o ser humano, restringindo-se ao âmbito de políticas públicas, não são bem sucedidas. A seguir, coloca-se a segunda questão: Como se humaniza com eficácia? Não basta a boa vontade, e a dedicação entusiasta, para conseguir humanizar de modo sustentável. É preciso metodologia. Em terceiro lugar, uma questão pouco ventilada nos fóruns humanizantes: Quanto custa humanizar? Enquanto se continue destinando os maiores orçamentos à tecnologia, e se deixem as tentativas de humanização por conta do voluntariado e sem o apóio de investimentos financeiros, não será possível a transformação que a humanização pretende.

Finalmente, a questão crítica: Queremos, de verdade, ser humanizados? Porque humanizar implica chegar ao âmago do ser humano, que protagoniza todos os processos de saúde, transformá-lo, criar um compromisso de ordem pessoal, enfrentar desafios profissionais e pessoais. Humanizar é, pois, recolocar-se na vida como pessoa, assumir uma postura humanística, para deste modo fazer do próprio existir um foco de humanização efetiva: na medicina, e na vida.

Sobre o autor
Pablo González Blasco
Médico (FMUSP, 1981) e Doutor em Medicina (FMUSP, 2002). Membro Fundador (São Paulo, 1992) e Diretor Científico da SOBRAMFA- Sociedade Brasileira de Medicina de Família, e Membro Internacional da Society of Teachers of Family Medicine (STFM). É autor dos livros “O Médico de Família, hoje” (SOBRAMFA, 1997), “Medicina de Família & Cinema” (Casa do Psicólogo, 2002) e “Educação da Afetividade através do Cinema” (IEF-Instituto de Ensino e Fomento/SOBRAMFA, São Paulo, 2006). Co-autor dos livros “Princípios de Medicina de Família” (SOBRAMFA, São Paulo, 2003) e Cinemeducation: a Comprehensive Guide to using film in medical education. (Radcliffe Publishing, Oxford, UK. 2005.) É também autor de diversas publicações e trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais onde aborda temas de Medicina de Família, Educação Médica, Humanismo e Medicina, e Educação da Afetividade através do Cinema e das Artes. Seus escritos são o reflexo da experiência como Professor de Medicina de Família e estudioso da Educação Médica, assim como da interação com o meio acadêmico nas conferências e aulas em que freqüentemente é solicitado. Mesmo dedicando a maior parte da sua atividade profissional à formação dos futuros médicos, colabora também com projetos de educação corporativa em empresas, em instituições educativas e nos diversos meios de comunicação.
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