O professor Tenório Telles, editor do livro Comendador Monteiro – tronco e ramagens, assim definiu o homem que fundou a cidade de Humaitá: “O Comendador José Francisco Monteiro faz parte dessa linhagem de homens que veio ao mundo para ser ponte-caminho para os menos afortunados e que se desencontram na tortuosa geografia da vida, farol para os que se perdem na escuridão.
Sua história é exemplar – testemunho edificante de uma existência marcada pelo sacrifício, por desafios e pela perseverança e principalmente pelo trabalho”.
Esse desbravador da Amazônia nasceu na cidade do Porto, a 1.º de março de 1830. Chegou ao Brasil com 10 anos de idade, radicando-se em São Luiz do Maranhão. Foram seus pais o senhor Manoel Francisco Monteiro e a senhora Maria Margarida Rosa Monteiro.
Embora ainda com pouca idade, dá início a sua vida profissional trabalhando numa casa de comércio como caixeiro; no período da noite dava continuidade nos seus estudos. Segundo seu neto Almino Affonso, autor do livro Comendador Monteiro – tronco e ramagens, assim afirma: “Diga-se de passagem que, à época, ainda os portugueses predominavam na atividade comercial e era freqüente que fizessem vir jovens patrícios, ainda adolescentes, para as tarefas de caixeiro, que consistia no atendimento de balcão até às funções de guarda-livros”.
Em 1865, aos 25 anos de idade, foi enviado a Belém do Pará como representante comercial de uma empresa sediada em São Luiz do Maranhão. Embora não haja fonte que possa afirmar, presume-se que o jovem imigrante tenha se destacado nessa tarefa. Essa transferência além do trabalho e, com algumas economias foi possível constituir sua primeira empresa “José Francisco Monteiro e Cia.’ no Estado do Pará. Completara quatro anos de sua chegada ao território brasileiro, e ele lança-se na ação desbravadora da selva amazônica nos confins do rio Madeira, mostrando assim sua coragem e audácia, dando início dessa forma sua atividade comercial com seringalista.
José Francisco Monteiro foi para o Madeira em 1869 a umas vinte milhas abaixo da foz do rio Ji-Paraná ou Machado, na margem esquerda do Madeira, benemérito comerciante português naturalizado, Comendador José Francisco Monteiro, cavalheiro de boa educação e modos finos, vindo do Maranhão, mantinha nas proximidades do igarapé do Mirari um sitio (Pasto Grande), centro de movimentado comércio.
Após fincar ali sua força de trabalho, construir sonhos e esperanças foi vitima da investida dos temíveis índios parintintins, tendo um saldo negativo de uma morte e cinco feridos. “Pasto Grande” estava vulnerável ao alcance das flechas dos parintintins pela sua posição geográfica, com a seca facilitava a aproximação dos índios.
Todas essas agruras levaram o Comendador Monteiro a procurar localização mais segura e a 15 de maio de 1869, navegando em canoas conduzidas pela correnteza do rio Madeira, após um dia de viagem e no final da tarde aportou num lugar alto, cheio de palmeiras de babaçu, em frente ao rio, que por sua vez era bem largo, com boa visibilidade tanto para o lado direito como o esquerdo. No outro dia após analisar as contingências da topografia da área, procurando garantir a sede dos ataques dos parintintins, o Comendador José Francisco Monteiro decidiu assim assentar nesse lugar o sitio que teve a denominação de Humaitá. É, sem dúvida, um importante fato histórico.
DECRETO N.º31, de 4 de fevereiro de 1890 (78)
Elevada a categoria de Vila à freguesia de Humaitá:
O governo do Estado do Amazonas decreta:
Art. 1. º – Fica elevada a categoria de Vila a Freguesia de Humaitá:
Art. 2. º – Fica constituído patrimônio da mesma Vila uma área de um milhão de metros quadrados (1.000.000 m²) a começar do lugar denominado Crato, oferecido para esse fim pelo cidadão José Francisco Monteiro, sendo mil metros de frente e mil de fundos.
Art. 3. º – O Município de Humaitá começará da boca do igarapé das Três Casas e estender-se-á até os limites com a República da Bolívia.
Art. 4. º – Revogam-se as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Amazonas, 4 de fevereiro de 1890, 2. º da República.
Augusto Ximenes de Velleroy.
Segundo o escritor Robério Braga, o Comendador José Francisco Monteiro foi o primeiro superintendente municipal e, já no ano de 1880, era cognominado de “O Patriarca do Rio Madeira”, amplamente festejado na imprensa local, tendo sido elevado ao posto de comandante superior da Guarda Nacional da Comarca de Humaitá. Desempenhou a função de cônsul da Bolívia, na Comarca de Humaitá, desde 1881 até a sua morte, tendo sido prefeito da cidade por várias vezes, cujo último período foi de 1914 a 1916.
Chegou ao posto de coronel da Guarda Nacional, tendo recebido as Comendas da Nossa Senhora da Conceição de Viçosa e da Ordem de Cristo, ambas oriundas de Portugal, bem como foi agraciado com a “Medalha de Ouro do Patriótico Sociedade 1. º de Dezembro de 1940” conferida pelo papa Pio IX, pela grandeza da ajuda que deu à construção do Monumento da Praça dos Restauradores em Portugal.
Faleceu no dia 10 de outubro de 1917, deixando significativas obras na cidade que fundou: a iluminação elétrica, água encanada, biblioteca municipal, gráfica e imprensa oficial.
Foi o maior líder político da região e presidente do Partido Republicano Federal em Humaitá. Este português dedicou sua vida ao Amazonas e honrou a pátria-mãe Portugal.
Abrahim Baze – é jornalista, escritor e membro da Academia Amazonense de Letras.
Olá, Osman Sou bisneta do Comendador. E creio que meu pai, Anfremon D'Amazonas Monteiro, era primo do seu pai. Eu conheço alguns Monteiro Brasil de Humaitá. Você mora em Manaus?
Sou OSMAN BRASIL, filho de EDGARD MONTEIRO BRASIL, que era filho de RAIMUNDA MONTEIRO BRASIL (BIGÁ) dizia meu pai que era parente do Comendador, por isso quero saber se tem alguem aí q possa me ajudar, ou que, talvez, tenha conhecimento da familia Monteiro Brasil de Huaitá..... agradeço.
Sou Jorge Gomes Monteiro Neto, tataraneto do Comendador José Francisco Monteiro, bisneto do jornalista Antonio Francisco Monteiro, neto do funcionário público federal Jorge Gomes Monteiro ,filho de Carlos Ernani Monteiro. Sou médico em Vitor Meireles - SC , meu pai é de Santos ,onde mais netos do comendador residem.Atualmente meu pai reside em Blumenau-SC ,onde é médico. Muito obrigado pelas referências ao meu tataravô, um grande homem desse nosso Brasil. DR. JORGE GOMES MONTEIRO NETO.
Sou Thiago Monteiro,tataraneto do Comendador José Francisco Monteiro, Bisneto do jornalista Antonio Francisco Monteiro,Neto do Auditor Fiscal da receita federal Jorge Monteiro e filho de Nara Monteiro, Encontramos em casa há alguns meses o mapa das terras e outros papéis interessantes.
Sou Jorge Monteiro Junior, bisneto do Comendador José Francisco Monteiro, neto do jornalista Antonio Francisco Monteiro, filho do funcionário público federal Jorge Monteiro. Sou doutor em Engenharia de Produção e professor universitário no Centro Paula Souza do Governo do Estado de São Paulo. Leciono na pós graduação da Universidade Católica de Santos e no Centro Uniiversitário Senac, em Santos. Resido em Santos para onde vieram vários netos do Comendador. Agradeço as referências ao meu bisavô, um orgulho para este país. PROF. DR. JORGE MONTEIRO JUNIOR
Sou bisneto de Jose Francisco Monteiro, e moro em Santa Catarina, Criciúma. Tem como eu conseguir a genealogia dele ?
Eu sou paraneta de José Francisco Monteiro