Além do Em Tempo, do Portal Amazônia, o jornalista Carlos Branco, brindou-me com um espaço desde 2009, onde escrevo semanalmente sob o título de “Olhar Crítico”. Sei que é enfadonho para o leitor, ver toda semana um articulista, “baixar o pau” como se diz na gíria, contra os desmandos, a corrupção e quase sempre falando mal dos políticos brasileiros.
Meus amigos Paulo Montenegro e Nahum Falcão, insistem para que trate de temas amenos. Mas, vem a calhar o título da coluna em que escrevo, espelhando o olhar crítico de todos aqueles que não possuem um espaço para manisfestar sua indignação. Quem não tem críticas contra o (des)serviço da Net em nossa cidade?
Se fosse apenas meu caso, não o comentaria neste espaço. Mas o problema atinge uma coletividade de usuários que confiaram na Net e acreditaram na eficiência do sistema, vendido como se fosse uma maravilha. São desrespeitados como clientes e empulhados como consumidores. Conforme alardeado na propaganda do sistema, o assinante consegue conexão rápida, e os concorrentes, são tiponet, tipo rápido e tipo wi-fi.
Mas na realidade a própria Net é tiponet, pois se paga por um serviço inconsistente, intermitente, com desconexões ou bloqueios de acesso a vários sites, sem aviso prévio nem explicação. Provedor desprovido de eficiência deve dar desconto pelas horas que subtrai ao cliente. Se precisam cumprir quota do racionamento de energia elétrica, que os períodos de desconexão e acesso errático aos sites sejam transparentemente agendados e previamente comunicados. Pago por dez megas e recebo um pouco mais de um mega. Parece o samba do crioulo doido.
Às vezes recebo e-mails sem poder enviar, às vezes envio, sem conseguir receber. Costumam negar serviço às segundas-feiras, em meio ou fins de semana, nunca se sabe quando, às vezes por mais de 48 horas. Mesmo assim, a net (agora com letra minúscula ) anuncia sua pretensão de expandir o sistema. Como, se nem sequer conseguem atender adequadamente aos clientes atuais? As famosas “broncas técnicas” deveriam ser raras, ocasionais, em vez de constantes, repetitivas.
Nas propagandas televisivas a empresa mostra que o cliente pode adquirir dez megabytes por um pequeno preço, e que o mundo é dos nets. Difícil acreditar. Pagamos por um serviço anunciado como bom, mas o recebemos aos trancos e barrancos. Mais do que meio de lazer, a Internet é ferramenta de trabalho para cumprir prazos, pagar contas, obter informações, fazer negócios.
Os desserviços da net e de outros provedores que também não provêem como devem, prejudicam o ganha-pão de muita gente e o progresso da região. Ou será que a ineficiência é uma política velada de lucratividade? Em todo caso, é caso para o Procon, e deste espaço deixo o meu desabafo. Embora pareça uma tarefa fácil, toda semana é uma martírio mandar o artigo para o portal, ou não tem sinal, ou está muito baixo. Espero que este chegue.